domingo, 18 de dezembro de 2011

VIII Encontro Anual do Grupo Cristal: Restaurante Le Pré-Catelan - Sofitel-Rio - Chef Roland Villard.



Um dos Diversos Ambientes do Restaurante.

No sábado de 3 de dezembro último, o já consagrado Grupo Cristal realizou mais um dos seus Encontros Anuais, sendo que quatro deles no Restaurante Le Pré-Catelan. Creio que o Chef vai acabar por adotar esse assíduo Grupo de Enófilos.


Jaqueline Barroso, Jaime Albuquerque e o "Casal FMI", Georgeana Macedo Rezende e Marcus Vinícius.

O Chef Roland Villard preparou um Cardápio que harmonizasse com os Bordeaux que o Grupo levou ao Restaurante. Ao receber as manifestações de satisfação dos Confrades, brincou: "Vocês não precisam mais ir à França para apreciar a comida francesa"... Rs., Rs., Rs....


Lígia Peçanha, Georgeana, Agostino Carletti e Antônio Dantas.

Depois de degustar os portentos da Margem Direita do Gironde, o Château Cheval Blanc e o Petrus, a incursão da Confraria seguiu pela Margem Esquerda, passando pelo Haut Brion, pelo Château Mouton Rothschild... Mais tarde, o Grupo andou pela Ribeira Del Duero e provou o Vega Sicilia Unico...

Chef Angélica Martins, João Luiz Manso, Emília Leandro e Gilson Araújo Júnior.

A seguir, foi a vez dos Supertoscanos, visitando o Antinori (Tignanello) e agora, o sonho, a "grande viagem" pelo Médoc (Pauillac e Margaux). De uma só vez, a grande "loucura', o grande delírio: Duas garrafas de cada um de Três Premiers Crus Classés. 


Sandra e Dantas.

O  Experiente Sommelier Jean Pierre no seu Hedônico Ofício. 


O "Desfile das Garrafas" dos Vinhos.

A mesa com os vinhos repousando nos decanters para apreciação "pública" e odes a Baco.


As garrafas do N/V. Champagne Krug Brut Grande Cuvée (a do meio ainda com o rótulo antigo).

A Competente e Atenciosa Equipe do Restaurante: Édson, Luan, Jean Pierre, Daniel, Ernani e Molina.

Esmerada Decoração com Arranjos de Flores no Centro de Cada Mesa.

Panorâmica de Uma das Mesas.

Outra Tomada Panorâmica, com Bené Peregrino e Sidney Rodrigues em Primeiro Plano.

Deliciosos Pães Crocantes.

Cardápio com Duas Opções de Escolha - Couvert (acompanhado pelo Champagne Krug - combinou): Blinis de salmão e creem Cheese cítrico; tartare de filet de peixe marinado com leite de coco sobre fatia de beterraba  (para todos os convivas).

Entrada (acompanhada pelo Beyond The Clouds): Duo de Foie Gras em terrine e grelhado com frutas secas; chutney de goiabada cascão. O vinho não harminizou bem com o foie gras, conforme o esperado, porém obtamos por manter essa Entrada. Mas não fez feio! Minha escolha.

Prato Principal (acompanhado pelos Três Vinhos Tintos): Longe de cordeiro com flan de milho verde e legumes provençais confeitados em azeite. Harmonizou satisfatoriamente com o Margaux. M. escolha.

Outra Opção de Entrada: Camarão grelhado e filé de robalo em crosta de caju sobre uma salada de legumes com pesto e gaspacho de tomate. Foi bem com o branco!

Segunda Opção de Prato Principal: Fatias de entrecote com molho de cogumelos selvagens, purê de ervilhas e castanha portuguesa.

Sobremesa: Mil folhas crocante com mousse de baunilha e damasco marinado com água de flor de laranja; sorvete de caramelo (para todos os convivas). Fez bom casamento com o Vinho de Sobremesa.

Beyond The Clouds D.O.C. Alto Adige Bianco 2006, 14 % Vol., de Elena Walch.

Bela cor amarelo-ouro claro, revelando aromas de querosene (principalmente ao se agitar a taça), discreta baunilha, abacaxi bem maduro, damasco, mel, amêndoas torradas, pêssego, maçã cozida, lima da Pérsia, tabaco (fundo de cinzeiro). 

Château Margaux 1990, Premier Grand Cru Classé, AOC Margaux, Médoc, Bordeaux, França, Margaux.

Um corte que leva um pequeno tempero de Petit Verdot, o vinho foi pontuado com 100 por Robert Parker: Cabernet-sauvignon (75%), Merlot (20%), Petit Verdot e Cabernet Franc (5%). Este foi o meu eleito! Muito melhor no nariz do que os demais aqui degustados. Melhor no nariz, do que na boca. Uma sinfonia aromática. Aromas de baunilha,  pequenas frutas vermelhas maduras, ameixa preta, caramelo, especiarias, figo seco, tabaco(fumo de rolo), chocolate...

A bela cor dos vinhos nas taças.

Grand Vin de Chateau Latour 1995, Premier Grand Cru Classé, AOC Pauillac, Médoc, Bordeaux, França, Pauillac.

O mais herbáceo dos três, apresentando depósitos. O mais fechado deles.


Chateau Lafite Rothschild 1990, AOC Pauillac, Médoc, Bordeaux, França, Pauillac.

Vinho mais presente que os outros degustados aqui, com taninos mais vivazes e maior acidez. Evoluirá muito bem por mais uns vinte anos, melhorando um bocado!


Estate Bottled Riesling Eiswein Vat 46 Graacher Himmelreich 2001, Mosel-Saar-Ruwer, de S.A. Prüm, Alemanha, Mosel-Saar-Ruwer.

Aromas de frutas tropicais maduras, no ataque,  com um agradável mineral, em plano mais profundo. Bom equilíbrio entre a doçura e a acidez.


João Luiz Manso Enebriado com os "Puros" de Bordeaux.

No Final do "Repas", o Chef Roland Villard Visita o Salão: Com Georgeana e Marcus.


Manso, Roland e Gilson: Pesquisa de Satisfação do Chef.

Roland e Manso.

Chef Roland e Sílvia Feiner.

O Chef com Gilson Araújo Jr.

Fátima Carvalho e Lígia Peçanha (Incansável Colaboradora na Escolha do Restaurante e Cardápio).

Emília Leandreo e Marlise Brandão.

No Final, o Habitual "Sorteio das Relíquias": Bené Peregrino e Georgeana. 

Todos Receberam uma Simpática Lembrança do Restaurante.

A Decoração da Área da Adega do Restaurante, com Diversas Portas à Direita.

O Grupo Cristal fica muito grato à Equipe do Le Pré-Catelan e a todos os Membros que colaboraram para a realização de mais este Encontro, especialmente ao "Casal FMI", Georgeana e Marcus Vinícius, a Lígia Peçanha, a Marlise Brandão, a Emília Leandro e a Fátima Carvalho. Enfim, àqueles que minha parca memória ou conhecimento não podem alcançar, mesmo correndo o risco da injustiça. Menção especial à nossa Fotógrafa Oficial, Sîlvia Feiner, de quem recebi as melhores fotos, especialmente as Panorâmicas.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Grupo dos Cinco Raspa o Tacho no Antiquarius.


Destaque para a bela decoração do Restaurante.

O Grupo dos Cinco se encontrou novamente, agora no renomado Restaurante Português Antiquarius. Pontualmente, à hora marcada, Edgar kawasaki mandou abrir o primeiro espumante, um Chandon Brut bem gelado e com uma espuma fascimante. 



Edgar Kawasaki e Marcos Arouche (Sentados); Sommeliers Gilsinho e "Sabiá".

Os trabalhos se iniciaram no Bar do Restaurante, com um desfile de pães, patês, e, por fim, o Lagostin. Tudo teve sequência já com o Grupo à mesa: O "Couvert", a Entrada, o Primeiro e o Segundo Pratos. Por fim, a sobremesa e tudo o mais que finaliza uma nobre refeição.



Arouche, José Flávio Gioia e Luiz Carlos de Mattos, Agregados pelo Vinho.

Confesso a vocês, fiéis leitores, que, embora as porções não fossem exageradamente grandes, fiquei com a sensação de haver cometido o condenado e milenar pecado da gula e a desconfiança de que não precisaria me alimentar nas próximas vinte e quatro horas.



Gioia e Mattos já no planejamento do próximo Encontro.


Kawasaki, Arouche e Gioia: Finalizando o "Repas".


Lagostins à Antiquarius: Destaque para o molho. Divino! Acompanha pães da Casa.


Linguicinha grelhada e levemente picante, com uma lembrança de defumado.


Berinjela ao forno, uma espécie de torta.


Queijo de Cabra discretamente derretido no Micro-ondas.


 Delicioso Queijo Branco, muito fresco.


Bacalhau à Antiquarius. Prefiro o Bacalhau à Lagareira.


Cabrito à Moda do Antiquarius, com aipim, arroz e farofa.


Leitão à Moda da Bairrada (com couve e feijão, que lembra o feijão tropeiro).


Champagne Charles Lafitte Brut N/V. Cuvée Speciale (Regalado por Kawasaki).

Vinho de cor amarelo-palha intenso, brilhante e transparente.  No nariz, mostra-se fino e delicado, com aromas profusos de frutas cítricas e marmelo cozido; uma suspeita de alcaçuz. Aromas de padaria no fim da tarde. Boca delicada, mas de boa acidez, com final longo e persistente.
  
Pêra-Manca 2006, 13,5 % Vol., (Antão Vaz e Arinto) de Adega Cartuxa, Évora, Alentejo, Portugal, Alentejo.

Estagia por 10 a 12 meses em barrica e não sai da Adega com menos de 6 meses. No nariz, é levemente frutado (cítricos, como lima e limão). frutas, como pêssego, melão e banana. Aromas discretos de flores brancas e algo vegetal (feno cortado). Baunilha presente e bem equilibrada, que dá certa complexidade ao vinho.




Quinta da Gaivosa 2005, 14 % Vol., DOC Douro, de Alves de Sousa, Portugal, Douro.

Muito bom vinho, com aromas de baunilha, violeta, frutas vermelhas, como amora, cassis, ameixa; tabaco, especiarias (cravo, pimenta), caramelo, chocolate, café... Este nos foi regalado por Marcos Arouche. Gostei mais desse vinho, para harmonizar com o Cabrito.



Quinta da Pellada Touriga Nacional 2004, de Álvaro Castro, DOC Dão, Portugal, Dão.

Nariz revelando baunilha e uma profusão de Aromas florais e frutas vermelhas maduras, em compota e geléia. Na boca, é macio, com taninos bem domados. Vinho de grande complexidade, que deixa a boca repleta e de final longo e persistente. A meu ver, combinou melhor com o Leitão do que com o Cabrito. Esse nos foi gentilmente regalado por Luiz Mattos.



Mavrodaphne of Patras Cellar Réserve AOC, 18 % Vol., Tsantali - Grécia.


Envelhecido por 5 anos em barricas de carvalho francês e elaborado com o varietal Mavrodaphne. É um vinho de sobremesa, semelhante aos vinhos do Porto. Este foi regalado pelo Mesa de Baco e acompanhou muito bem uma gigantesca tâmara aquecida ao forno e recheada com queijo da Serra da Estrela. Aromas de baunilha e frutas maduras, predominanto figo. Fumo de rolo, alcaçuz e algo balsâmico. Aromas que lembram água salobra e casca seca, como nozes. Esse vinho, ao qual me referi em matéria de abril deste ano, me foi presenteado pelo Colega Táki Athanássios Cordás, por ocasião de um jantar na casa do Confrade Marco Antônio Brasil, cuja comida foi quase toda encomendada ao Restaurante Antiquarius (Arroz de Pato e Bacalhau à Antiquarius, que escoltou um Pêra-Manca Tinto, 1998). Pode trazer outro, Táki!


Aguardente Bagaceira da Região dos Vinhos Verdes, DOC, de Palácio da Brejoeira ( Casta Alvarinho), Portugal. 
Da Casa, foi sugerida por Kawasaki, para terminar a refeição. Um digestivo, para ajudar as lipases na digestão das gorduras do Leitão Crocante.


Os Quadros Emoldurados e Antiguidades estão presentes em todos os ambientes do Restaurante.


Estão inclusive nas paredes dos banheiros.

Nossos agradecimentos ao Antiquarius e sua Equipe, pela excelente comida e prestimoso Serviço.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Des Amis du Mouton Fazem uma Incursão Pelo Douro e Provam um Majestoso Franciacorta...





O Professor Roberto Rodrigues abre os Trabalhos da Noite: Revela serenidade...

Em mais um Encontro, Des Amis du Mouton tiveram uma experiência com os excelentes vinhos do douro, todos do Produtor Alves de Sousa, que arrancaram odes e interjeições dos Confrades. Cada vez mais me convenço de que os nossos antigos colonizadores sabem fazer vinhos! 


Roberto e Márcia Parente: Esta é a tomada da Verdadeira Abertura da Degustação.


Observa-se que os "habitantes da Terrinha" não se preocupam muito com a harmonização do vinho com a comida, mas eles estão perdoados, pois nos legam vinhos para se degustarem rezando paisnossos e de bom custo x prazer (sem querer plagiar o Sommelier Dionísio Chaves).



Godofredo Duarte e Leonardo Carvalho, no teste do teor alcoólico do vinho.



Dr. João Luiz Caputo não conseguiu escapar da perturbação da moderna tecnologia.



Márcio Monteriro: Encontrando aromas dos quais até Deus duvida.



"Seu Bira Sant'anna" e Godofredo também bastante compenetrados no Ofício do Vinho.



Quase não consegue identificar os descritores: O vinho estava muito fechado!



Quinta da Gaivosa 2005, 14 % Vol., DOC Douro, de Alves de Sousa, Portugal, Douro.
Bom vinho, que obteve a Nota 88,7, como Média do Grupo. Ficou entre os melhores da Noite.



Vinha do Lordelo Quinta da Gaivosa DOC Douro 2007, 15,5 % Vol., de Alves de Sousa, Portugal, Douro. Surpreendeu e obteve a Nota de 92,3, como Média do Grupo.



Abandonado 2007, 14,5 % Vol., De Alves de Sousa, Portugal, Douro.

Aromas de Baunilha, frutos negros maduros, figo, chocolate, tabaco, geléia de frutas (amoras), caramelo, café, ameixa, especiarias (cravo, pimenta, canela), louro, pele de salame... Grande vinho, que recebeu 94 Pontos RR e 93,8, como Nota Média do Grupo. As uvas provêem de vinhas abandonadas, as mais antigas da Quinta da Gaivosa e retomadas.



Quinta da Gaivosa 1999, DOC Douro, 13,5 % Vol., de Alves de Sousa, Portugal, Douro.
Também recebeu uma pontuação alta: 91,8, como Nota Média do Grupo. Mereceu!




Franciacorta Satèn Milesimato 2005, de Majolini, Itália, Lombardia.


Perlage de altíssima qualidade, denotando um bom tempo de autólise. Aromas de frutas secas integrados a toques amanteigados e de pão tostado. Na boca, demonstrou grande equilíbrio com qualidade de CO2. Um grande Franciacorta millesimado, similar a bons champagnes (colaboração de Roberto Rodrigues).


Nota RR = 94,5 e Média do Grupo = 92,00. Vinho gentilmente trazido de lá pela Confreira Ada Regina Freire para Roberto Rodrigues. Agradecemos à Ada pela oportunidade ímpar.



Caldas 2008, 14,5 % Vol., DOC Douro, de Alves de Sousa, Portugal, Douro.


Trata-se do vinho básico do Produtor Alves de Sousa, que ajudou a escoltar a Confraternização do Grupo, no final da Degustação, acompanhando os excelentes fiambres, queijos e pães ofertados pelo Confrade Caputo. As fotos não foram tiradas, porque não houve tempo hábil para se captarem as mesmas com os pratos ainda intactos.