domingo, 11 de março de 2012

O Esquadrão dos Cinco Degusta um Leitão à Bairrada, no Espaço Cozinhando com Gioia.


A "Távola Oval" do Cozinhando com Gioia, que acomoda doze "Cavaleiros do Vinho".

 O porquinho já estava com os seus dias contados, quando o casal Gioia partiu para a fazenda do Confrade Rogério Viana e da Confreira Isabel, em Pará de Minas... Pois o leitão estava, havia duas semanas, sendo cevado apenas com goiaba, num regime de encantar qualquer mortal que deseje perder o excesso de peso corporal, eliminando, do interstício, toda a gordura ali infiltrada...


Como nos bistrôs, a louza com o menu do dia.


Linguiça de lombo de porco, bem temperada e levemente apimentada. Veio de lá.

Na bagagem do Casal, não veio apenas o porquinho, mas linguiças de lombo e de pernil, torresmos, doces caseiros, queijos e um Fine de Bourgogne. Logo na entrada do Espaço Cozinhando com Gioia, percebe-se a autenticidade do lema da Família: "No Cozinhando com Gioia a alegria é ter  você em nossa casa!".



Aipim frito e torresmos.


Uma espécie de "Feijão Amigo", para segurar as Cachaças da Entrada.


Os deliciosos pães de queijo também marcaram a sua presença nas Entradas.


Deste vetusto fogão a lenha é que emanam os deliciosos quitutes.


Cachaça Mineira Velha Aroeira, 45 % Vol. (envelhecida em tonel de carvalho) e a Fluminense Fazenda Soledade, 40 % Vol., envelhecida em barril de ipê. Fizeram belo par para os torresmos e o aipim frito.


Champagne Feuve Clicquot Ponsardin Brut. Esta viúva estava muito boa!


Champagne Taittinger: Complementou as Boas-Vindas.


Grappa Casa Valduga, em Spray, que borrifou a linguiça (opcional).



Leitão inteiro, desossado inteiramente pela abertura da barriga, com exceção das pontas das patas, do crânio e do rabo. Injetado com uma mistura de vinho, água, sal e especiarias. Depois de 2 a 4 dias, é virado pelo avesso e defumado. Após ser desvirado, é recheado com carne de pernil e de lombo, também macerados, diversos tipos de cogumelos, maçãs ácidas e linguiça desmanchada. É então  costurado, como o Pato de Pequim, para não perder líquido e assado.


Aqui, o Chef Aloysio Graça põe o leitão de barriga para cima, para a retirada dos pontos.


Os pontos são retirados com o auxílio de uma pinça, como num pós-operatório.


Ao sair do forno é pururucado com um aparelho especial.


O Chef começa a abrir o leitãozinho para servir os Convivas esfaimados.


Só conseguimos dar conta da metade do impávido porquinho à pururuca.


Porção de leitão servido, ainda sem as guarnições.


Maria Bacelar, Edgar Kawasaki e os Anfitriões José Flávio e Heloísa Gioia.


Heloísa e o Chef Aloysio Graça, que examina o fundo da taça.


Maria Bacelar, Kawasaki, Gioia, Heloísa, Aloysio Graça e Ana Maria.


Uma panorâmica da mesa oval.


As Sobremesas variadas e fartas, com doce de leite do fundo do tacho, à direita.


Goiabada-Cascão e Doce de Abóbora.


Queijos.


Queijo Português da Serra da Estrela. Kawasaki o invocou e Gioia o apresentou: Surpresa dos Anfitriões.


A Equipe do Chef Graça, esponsorada por Heloísa: Júnior, Ana Maria, Aloysio e Maura.


Espumante Aliança Reserva Tinto Bruto, Baga e Tinta Roriz, que harmonizou com o Leitão.

Vinho de bela cor retinta, com aromas intensamente frutados. Persistente na boca, macio e de leve acidez. Termina bem, deixando a boca bastante fresca e a língua meio roxa. Foi o casamento feliz da Noite, como se manda na Bairrada.


Gran Reserva Surazo Cabernet-Sauvignon 2002, 14 % Vol., de Viña Santa Mônica, Chile, Rapel Valley.


Q Do E Merlot-Baga,  DOC Bairrada, de Quinta do Encontro, Portugal, Bairrada, Beiras.

Aromas de frutos vermelhos, como cereja; notas de menta e de especiarias (pimenta preta). Na boca, delicada baunilha, frutas vermelhas amadurecendo e taninos equilibrados.Harmonizou com o porquinho e mostrou a que veio. Ao contrário do Ortigão,  não sobressaiu tanto ao prato.


Quinta do Ortigão Baga-Touriga Nacional 2008, DOC Bairrada, de Quinta do Ortigão, Portugal, Bairrada.

Embora traga escrito no Contrarrótulo que estagiou por 3 me. em barril de carvalho, dá a impressão de haver passado uns 18 me. em barrica. Os Confrades concordaram com isso.


Porto Krohn 20 Anos 20,5 % Vol., de Wiese & Krohn, Portugal, Porto.

Finíssimo Porto, elaborado com as Castas Tinta Barroca, Tinta Cão, Tinta Roriz e Touriga Nacional. Aromas de caramelo, frutos secos, figos... Boa doçura. Final longo, com perfeita acidez.


Fine de Bourgogne 41,5 % Vol., de Pierre Morey, França, Borgonha.

Excelente destilado de vinho, um verdadeiro achado, digno do faro do Gioia! Lembra um Marc ou mesmo um armagnac, porém com aromas e alcool menos selvagens, tendendo ao feminino. Ainda com aromas  frutados e de baunilha, mas predomínio de aromas de evolução.


Para o final do repas, café, chá, bolo de fubá e digestivo Fine de Bourgogne.


A finalização  dos trabalhos aconteceu no jardim: Maria, Miriam, Eliane, Luiz e Marcos.

O Grupo agradece a calorosa acolhida do casal Gioia, bem como à Equipe do Chef Aloysio Graça e à sua mulher, Ana Maria. Ao Confrade Rogério e à Isabel, que o Esquadrão dos Cinco deveria visitar com mais frequência, nas destantes Terras das Minas Gerais.








domingo, 4 de março de 2012

Des Amis du Mouton Degustam Brancos do Velho Mundo em Noite Memorável na ABS.


Solitário, do alto da sua Posição, Mestre Roberto Rodrigues, recém desembarcado da Europa, abre os Trabalhos de mais uma Noite cheia de surpresas.

Desta vez, dado o caloroso dia, tivemos uma degustação de Brancos do Velho Mundo. Como a Confraria Des Amis du Mouton estava desfalcada, pela defecção de três membros, as duas Gurias e o Confrade Leonardo Carvalho, Roberto propôs abrir um vinho a menos e deixar o Espumante do Final, para outra ocasião. Teríamos um excesso de vinho.



João Luiz Caputo brinda a todos os Membros, presentes e ausentes.

O Grupo sentiu muito a falta das "meninas" e do Léo, com seus narizes sensíveis. Acho que foi por isso que o Caputo estava com o olfato tão aguçado, talvez de modo compensatório, desvendando todos os aromas dos vinhos degustados. Sem os nossos alteregos, temos que nos haver por nós mesmos no desempenho das mais delicadas funções.



Godofredo Duarte, em sua plácida contemplação das taças em "desfile".


V1 - Inzolia 2009, 12,5 % Vol.,  IGT Sicilia, de Sallier de La Tour/Tasca D'Almerita, Itália, Sicilia.

Vinho extraordinário, franco, amplo, fragrante e floral. Da taça, emanam eflúvios florais ( flores brancas, como lírio, jasmim), minerais (pedra de isqueiro), mel de laranjeira, abacaxi, um frescor de funcho, pimenta branca... Obteve a Nota 90, como Média do Grupo. Foi obacionado por muitos dos Confrades e pelo Mestre RR. 



V2 - Grillo 2009, 12,5 % Vol., IGT Sicilia, de Sallier de La Tour/Tasca D'Almerita, Itália, Sicilia.

Vinho franco, amplo, fragrante, frutado, floral e vegetal. Aromas de flores brancas (acácia), de pera madura, mel, toques lácteos e algo vegetal, como rosmarino. Frutas maduras (damasco)... Obteve a 90,4, como Nota Md. do Grupo.


V3 - Chardonnay 2003, 14,5 % Vol., DOC Contea DI Sclafani, de Tasca D'Almerita, Itália, Sicilia.

Para mim, esse foi o vinhaço da Noite, com sua bela cor amarelo-ouro escuro (ouro velho), escorregadio, muito transparente e brilhante. Vinho franco, amplo, fragrante, porém com muitos eflúvios etéreos: Coco queimado, frutas maduras em calda (pêssego, figo), goiaba madura, açafrão... Discreta malolática, iodo, baunilha, tabaco (caixa de charuto), café... Suas uvas provêm das vinhas mais antigas da Tasca D'Almerita e o vinho foi engarrafado em 23/08/2004. Recebeu 92,8, como Nota Média do Grupo.


V4 - Malvasia 2008, 11 % Vol.,  IGT Salina, de Tenuta Capofaro, Tasca D'Almerita, Itália, Sicilia.


Excelente vinho de sobremesa, franco, amplo e etéreo. Eflúvios de pêssego em calda, doce de casca de laranja, tangerina, uva-passa, nozes, alcaçuz...

Mas, desta vez, não tivemos os tradicionais fiambres e pães para terminar os trabalhos, nem a sobremesa, para acompanhar o vinho. Na próxima, tudo isso virá em dobro, inclusive os vinhos extras.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Des Amis du Mouton Oscilam Entre Dois Mundos.

Mestre Roberto Rodrigues e Márcia Parente: Executando a técnica de aquecer o vinho com as mãos.

Nesta noite de quarta-feira, a Confraria passeou entre o Novo e o Velho Mundos, numa degustação descontraída, bem divertida e, como de costume, repleta de informações sobre o tema do vinho, como ensinamentos técnicos, viagens temáticas, harmonização e muito mais. Seu Bira, como sempre, calado, mas prestando muita atenção... Estaria envolvido com cálculos? ...



João Luiz Caputo e Márcio Monteiro: Zoação Ilimitada! Camisa verde?!

O Grupo compareceu na sua quase totalidade, com exceção da Confreira Cláudia Dacorso, que anda degustando do outro lado do Equador. Sentimos a falta da mesma, que anima a todos com o seu humor oportuno e inteligente. Esperamos que o Deus Éolo sopre os seus ventos para o Hemisfério Sul e a traga de volta, com um saco de couro de um novilho de nove dias repleto de ouro de cor rubi.


V1- Eolo 2007, de Trivento, Argentina, Mendoza.

Vinho com bela cor vermelho-rubi escuro, escorregadio, com reflexos violáceos, opaco e brilhante. Franco, amplo e fragrante, floral e frutado. Aromas de baunilha, coco, violeta, frutas vermalhas, ameixa, café, pimenta, cravo, caramelo, louro... 

Notas; RR = 91,0 e Média do Grupo (MG) = 89,8. É o vinho top da vinícola, com 90% Malbec e o restante com Shiraz (8%) e Petit Verdot (2%). Creio que estava muito novo ou não demos a atenção devida ao mesmo. Para se ter uma idéia, custa US$ 170.00 no Free Shopping e US$ 96.00 nos Estados Unidos. A importadora é de São Paulo e se encontra por aqui a R$ 590,00.


V2- Monopole Fermentado em Barrica 2004, de CVNE, Espanha, Rioja.

De bela cor amarelo-ouro médio, escorregadio, com reflexos dourados, muito transparente e brilhante. Vinho franco, amplo e fragrante, mas caminhando para o etéreo. Aromas mineral (pedra de isqueiro, querosene); floral (lírio); frutado, como damasco ou pêssego, casca de laranja, pera madura, guaraná; avelãs, pimenta branca e discreta baunilha. Notas: RR = 93,0 e MG = 92,8. Uma prova de que os brancos da Rioja envelhecem muito bem. 

V3- Barbaro 1999, 13 % Vol.,  de Bodega Balbi, Argentina, Mendoza.

De bela cor vermelho-granada escuro, escorregadio, com reflexos alaranjados, com leve opacidade e brilhante. Vinho franco, amplo e etéreo, mas ainda com aromas frangrantes. Uma sinfonia aromática de baunilha, licor de café (Tia Maria), cereja, ameixa em calda; agradáveis aromas adocicados de alcatrão, caramelo, uva-passa tinta, cereja em calda; fumo de rolo, chocolate amargo, subois, pimenta, couro... Notas: RR = 90,0 e MG = 92,4. O vinho top da Bodega Balbi, que não está mais sendo vendido no Brasil. Saiu da Adega Particular do RR.


V4- Espumante Bruto Casta Baga N.V., de Luis Pato, Portugal, Bairrada.

 De belíssima cor salmão e com intensos aromas de cerejas. Notas RR = 86,0 Interessante, mas com pouca acidez.


A Belíssima Cor do Espumante do Luis Pato.

Para o final dos Trabalhos, tivemos um vinho extra e os tradicionais fiambres e pães, desta vez  patrocinados pelo Confrade Godofredo Duarte. Um exagero de deliciosos e variados queijos. O Mesa de Baco se encarregou de levar os pães de provolone e as berinjelas genovesas. 

Agradecimentos pela valiosa  Colaboração de Roberto Rodrigues, na elaboração das notas de informações sobre os vinhos degustados desta feita, curiosidades, preços, etc.

Curiosidade sobre o nome do V1 (primeiro vinho degustado):

Éolo, filho de Hipotas, era o senhor da ilha Eólia, e era querido dos deuses imortais.Ele morava em uma ilha flutuante, cercada por muralhas de bronze inquebrável; ele tinha seis filhos e seis filhas, e cada filho era casado com uma filha. Odisseu se encontrou com Éolo em suas viagens. Odisseu chegou à sua ilha, e lá passou um mês, contando as suas aventuras. Éolo entregou a Odisseu um saco de couro de um novilho de nove dias de idade, em que estavam presos todos os ventos, porque Zeus fizera de Éolo o senhor dos ventos. Éolo deixou apenas o vento do Oeste solto, para levar Odisseu de volta para sua casa. No nono dia da viagem, no entanto, seus homens, achando que havia ouro e prata no saco, o abriram, libertando todos os ventos, o que os afastou de Ítaca, retornando para a ilha Eólia.Éolo, irritado, expulsou-os de lá. Nas versões racionalizadas da mitologia grega, Éolo foi um sábio que conhecia sobre os ventos, sendo por isso chamado de senhor dos ventos (Wikipédia, a enciclopédia livre).