domingo, 10 de fevereiro de 2013

XLI Encontro da Confraria do Camarão Magro: Alloro Ristorante - Windsor Hotel Copacabana.

Grace Caxiano passa a Presidência ao "Papa", J.P.Gils, depois de uma profícua gestão.

Depois de muito tempo no prelo, como que amadurecendo em carvalho francês, eis que, em pleno Carvanaval, concluo o relato sobre o mais recente Encontro da Confraria do Camarão Magro, desta vez no italianíssimo Restaurante Alloro, na vetusta Copacabana, que já embalou muitos sonhos e histórias extraordinárias, ricas e comoventes, em tempos outrora mais festivos desta Cidade Maravilhosa e eivada de charme... Enquanto tantos fazem e cantam sambas, eu faço e recito poemas, que também espantam  nossos fantasmas.


José Paulo Gils e Da. Mercedes, "Primeira Dama da Confraria.

Pois foi ali no Alloro, num cenário de grande alegria, que os Confrades se encontraram, na primeira efeméride idealizada e organizada pelo nosso novo Presidente... Já tivemos "o Acadêmico" (Professor Trajano Vianna), o "Imperador Aguinaldo I" (Aguinaldo Aldighieri),   "o Bispo Acylino" (Daniel Acylino) e agora o estimado "Papa" (José Paulo Gils), que recebeu o Cargo das mãos da nossa generosa "Princesa Grace" (Grace Caxiano), no Encontro de número quarenta, na Locanda della Mimosa, no Alto da Serra Fluminense.


"O Bispo" Daniel Acylino, com Luiz de Mattos e Paulo.


o
Chef Luciano Boseggia, Maria Bacellar e Giancarlo Pochettino.


A Equipe de Cobertura do Alloro, com Serviço Impecável.


Nossa Convidada, Anna Norberta, Antônio Carlos Simioni e Grace Caxiano.


Os Onipresentes e Simpáticos Anfitriõe: "Nada vos Faltará!"


Ligia Peçanha, Vânia e Luiz Carlos Botino, nossos novéis Convidados.


Edgar Kawasaki apresenta Giancarlo Pochettino, Gerente de 
Alimentos e Bebidas da Rede Windsor.



O dinâmico e competente Chef Lucioano Boseggia e José Paulo Gils.


Sandra Brandão, Fátima Carvalho e Emília Leandro, com grande entusiasmo.


Maria Bacellar e Antônio Dantas (nosso Convidado).de privilegiada hectolitragem.


José Paulo Gils e Marcos Arouche: Irmanados no Ofício do Bom Vinho.


Uma panorâmica do requintado e vasto Salão do Acolhedor Alloro.


Outra Visão Panorâmica do Belo Salão: A "Távola Redonda".


O Chef Luciano Boseggia explana sobre o Menu, ao lado de Kawasaki.


Aguinaldo Aldighieri conversa com Giancarlo Pochettino.


Oscar Daudt (do Site EnoEventos), o Chef  e Maria Ilda. Oscar estava almoçando 
com a Confraria Enófilos Sem Fronteira, no mesmo restaurante.



Opera Spumante Brut Metodo Classico, de Azienda Agricola Le Marchesine 
S. S. Di Biatta G.,  Itália, Passirano (Brescia, Lombardia).


Garrafas de Espumante Opera.


Cardèto Pinot Grigio 2011, Itália, IGT Umbria (Orvieto).


BAROLO FLORI 2006 – ARALDICA – 14,0% - PIEMONTE/ ITÁLIA 

Colheita manual e cuidadosa em pequenas caixas, com posterior desengace e suave prensagem. Fermentação em grandes tanques de aço inox rotativos com inoculação de leveduras selecionadas à temperatura de 25-30ºC por 12 dias. Após o término do processo é feita a prensagem para obtenção do vinho de prensa e segue-se com a fermentação malolática. Produtor mais tradicional que usa Bottis de 8.000 litros. Amadurecimento em "botti", com permanência 6 meses em garrafa antes do engarrafamento. Estimativa de Guarda: 10 anos. Notas de Degustação: Clássica coloração granada, límpida. No nariz mostra aromas de frutas. 


Espumante Asti, de Araldica (Moscato Bianco), Itália, Piemonte.

Quando se fala em Piemonte, lembramos em Barolo, Barbaresco vinhos tintos potentes elaborados com a uva Nebbiolo, mas a mais largamente plantada na região é a Moscato, uva branca, responsável pelo Asti espumante ou Moscato D'Asti. São vinhos doces, aromáticos e apresentam baixa graduação alcoólica (7º a 10º GL), com seus aromas frescos e delicados, com freqüentes notas de pêssegos e lores maduras. A produção do Asti piemontês passou de dois milhões de garrafas em 1950 para 25 milhões em 1970 e, em 1984 atingiu a expressiva margem de 75 milhões de garrafas produzidas (Fonte: Revista Magazine nº 25). É um espumante doce, devido da interrupção precoce da fermentação (redução brusca da temperatura e várias filtrações esterilizantes), fazendo com que as leveduras paralizem seus trabalhos, sobrando açúcar residual. Ao contrário de outros espumantes, onde sofrem 2 fermentações, o Asti passa por uma única, cujo objetivo é manter os intensos aromas primários de frutas dessa variedade. A combinação de doçura, baixo teor alcoólico, aroma intenso e caracteristica da Moscatel, leve e frutado  torna a bebida muito popular.


O triunfal "desfile das garrafas", depois de serem derrubadas pelo Grupo.


Esse Redtree Pinot Noir 2010 foi só para os que ficaram até o final, 
até o último vinho que ainda resistia...


Coperto: Opera Spumante Brut, Itália, Passirano (Brescia, Lombardia).


Destaque do delicioso Coperto, que combinou bem com o Espumante.


Terrina di salmone e branzino (Terrine de salmão e robalo)Vinho: Cardeto – 
Pinot Grigio – Umbria I.G.P. – 12,5%.


Casoncelli alla Bresciana (Casoncelli à Bresciana).


Pettine d´agnello in crosta di erbe aromatiche e risotto alla milanese (Pente de cordeiro em 
crosta de ervas aromáticas e risoto à milanesa). Vinho: Barolo 2006 – Flori – Araldica – 14%.


                    Fui agraciado com mais um Cordeirinho: Como estava tomando notas, o Chef percebeu 
                      que o primeiro estava esfriando: Louvei a Baco... Esse Cordeiro estava uma loucura!



Fantasia di dolci (Fantasia de sobremesas) Vinho: Asti Araldica: Moscatel Doce – 7%. 


O belo Saguão do Hotel Windsor Copacabana: Você entra como um Lord.

Agradecemos a calorosa acolhida pela Equipe do Alloro, bem como ao Presidente Gils e a todos os que colaboraram com ele para o sucesso de Encontro. A Grace Caxiano, pela exitosa Gestão... Às nossas Fotógrafas Oficiais, Anna Norberta e Miriam Astuto, que cederam a maioria das fotos que ilustra essa matéria. E mais agradecera, se não fora, para tanta gratidão, tão pouco espaço (sem querer citar literalmente o genial Camões).

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Des Amis du Mouton Degustam um Vinho de Pompéia em seu Primeiro Encontro deste Ano.

O Professor Roberto Rodrigues, com Márcia Parente, abre a promissora Degustação

Para evocar bons angúrios ao ano que se inicia, tivemos o nosso primeiro Encontro "Des Amis du Mouton", nesta quarta-feira, 16 de janeiro, que Deméter haverá de abençoar, do alto da sua vasta generosidade. Que vinhos iríamos degustar? Depois de visitar e revisitar o Velho e o Novo Mundos; depois das incursões pelos principais países produtores, como França (Bordeaux, Loire, Alsácia, Rhône, Borgonha, Champagne, Jurá...), Itália, Espanha, Portugal e Alemanha... Depois de ir e vir ao Chile, Estados Unidos da América e Argentina; África do Sul, Austrália e Nova Zelândia... Depois de provar vinhos do Líbano e das quase descohecidas e distantes Colinas de Golan... De degustar as castas mais conhecidas e, até  


Leonardo Carvalho em profunda concentração e Seu Bira Sant'anna.

mesmo, algumas exóticas, que novidades poderíamos esperar desse primeiro Encontro do Ano? Será que esses sedentos Confrades esperam um vinho de vinhedos cultivados por Ceres, de lagares pisoteados por Dionísio e vinficados por Baco?! Pois foi com esses pensamentos, que me dirigi, em passos lentos, placidamente, à ABS do Flamendo...


Em primeiro plano, Godofredo Duarte e seu rosto satisfeito.

naquela tardezinha de janeiro... Mas o que mais encanta e nos seduz no Mundo do Vinho é que, quando você imagina que já  descobriu tudo, uma grata surpresa lhe mostra que não...


O Desfile bem comportado das garrafas dos vinhos da Noite.

É realmente surpreendente o fato de que Pompéia, soterrada pelas lavas e cinzas do Vesúvio, possa nos brindar com um vinho obtido de uvas geradas eu seu seio aparentemente inerte. Mas a vida é assim: Onde há calor, água e semente, ela brota das entranhas e cresce...


Janzen Cloudy's Vineyard Napa Valley 2006, de Bacio Divino, USA, Califórnia.

RR = 92,0 e média = 89,9 RP=92. Bacio Divino é uma vinícola boutique criada por Claus Jansen que esteve à frente da Caymus por muito tempo. Este vinho é um Cabernet de vinhedo, com produção limitadissima.


Villa dei Misteri 2004 IGT Pompeiano, de Mastroberardino, Itália, Pompéia. 

Curioso vinho, de bela cor vermelhogranada escura, escorregadio, opaco e brilhante. Nariz franco, amplo, fragrante, mas com uma grande caminhada para o etéreo. Aromas de baunilha, frutas negras maduras, violeta, couro, caça, pele de salame, pelica, ameixa em calda, alcaçuz, pimenta branca, "sous bois",  caramelo, almíscar... 

Notas: RR = 94,0 e Média do Grupo = 93,0. "Apenas pelo fato de ser o vinho de Pompéia já seria interessante, mas é um grande vinho. Mastroberardino é o mais premiado nome da Campanha, no sul da Itália. Um vinho, único e fascinante, o raríssimo Villa dei Misteri é elaborado com cinco minúsculos vinhedos plantados dentro do sítio arqueológico de Pompéia, com as mesmas castas e utilizando os mesmos métodos usados pelos antigos romanos! Elegante e complexo, é provavelmente o vinho com maior carga histórica já produzido em tempos modernos. Produzido a partir da casta Piederosso" (comentários de Roberto Rodrigues). Da safra degustada, só foram produzidas 2.974 garrafas!


Nvmanthia 2007 DO Toro, de Bodega Nvmanthia, Espanha, Toro.

(Vinho extra comprado no exterior, levado por Cláudia Dacorso), RR = 89,0 e Média do Grupo = 89,8.

Chateau La Terrasse 2000 AOC Bordeaux Superieur, de Michel Gonet, França, Bordeaux.

     (Vinho extra comprado na Vitis Vinifera, levado por Claudia Dacorso), Defeituso.


Porto LBV Quinta da Gaivosa 2004, de Alves de Sousa, Portugal, Porto.

  Vermelhogranada escuro e denso. Notas: RR = 94,0 e Média do Grupo = 92,7. Um belo          LBV.


Jerez Viña 25 Pedro Ximenez 17 % Vol., de Bodegas Lustau, Espanha, Jerez. 

De bela cor vermelho-alaranjado, xaroposo, com reflexos âmbar, opaco e brilhante. Nariz franco, amplo e etéreo. Aromas de melado de cana, uvapassa, gelélia de figo, caramelo, rapadura... Na boca, é licoroso, redondo, quase pastoso. Trata-se de um dos vinhos mais doces que existem, sendo que o na categoria de mais seco é o Fino, comenta RR. Foi muito apreciado e ganhou a Nota: RR = 92,0 pontos.

Cláudia Dacorso nos regalou com quijos finos, frios diversos, pastas, pães e dois vinhos extras: 


Queijo Montanhês Santa Clara, com sabor agradável e pronunciado.


Delicioso Queijo de Cabra.


Queijo branco.


Queijo Provolone fresco.


Berinjela tipo caponata.


Pasta de queijo.

Vinagrete de Polvo bem temperado.

Copa fatiada.

Pastrami.


Roast beef de lagarto redondo.


Presunto tipo Parma. 


Presunto Cru Serrano Fatiado bem fino.

O Grupo agradece a Cláudia Dacorso pelo esmero na escolha dos fiambres, complementado pelo regalo dos vinhos, bem como a Roberto Rodrigues pela excelente Degustação e pelos comentários.