quarta-feira, 26 de março de 2014

Des Amis du Mouton Revisitam o Jerez.

Desta vez, a Abertura ficou por conta da Confreira Márcia Parente.

Ah, ainda trago na memória olfativa, aqueles enebriantes aromas do Jerez! Não havia nenhum Palo Cortado Mui Viejo, o meu preferido, mas os que se nos apresentaram não fizeram feio, nem um pouco... Lembrei-me das Tapas do Distrito Gótico da mediterrânea Barcelona, tão charmosa, quanto acolhedora. Mas não ficamos só no Jerez...


Que, animada como sempre, propões um Brinde com Espumante.

Houve outras surpresas, boas e uma retumbante Decepção, como os Confrades e as Confreiras verão mais adiante. Nem só de sucessos vive o Enófilo, em sua garimpagem pelas Caves e Adegas do Mundo.


 O Novel Monitor Márcio Monteiro e a Confreira Cláudia Dacorso.


Não esquecendo da Clássica Foto do Mestre Roberto Rodrigues.


A Trinca: João Luiz Caputo, Godofredo Duarte e Leonardo Carvalho.


Botaina Jerez Dry Amontillado, de Emilio Lustau, Espanha, Jerez.

Vinho de bela cor amarelo-âmbar média, escorregadio, muito transparente e brilhante. Aromas marítmos (iodo), algo mineral, leveduras, casca de laranja, damasco seco, amêndoa, avelã, uvapassa branca, doce de marmelo e agradável frescor de menta... "Notas: RR = 94,0 e média = 94,1. Excelente Amontillado. Para mim foi o melhor vinho da noite disparado".


Jerez Amontillado 12 Años, de El Maestro Sierra, Espanha, Jerez.

"Notas: RR = 93,0 e média = 92,1 Bom Amontillado, com aromas mais complexos. Porém não tão agradável no gustativo".


Guéfe'n Kasher para Pessach nv, Brasil, São Roque.

Notas: "RR = 56,0 e média = 55,2. Um vinho de uvas americanas, adoçado (suave) ao final. Curiosidade apenas, mas sem defeito".


Lagar de Robla Premium 2008 Vino de la Tierra Castilla Y Leon, de Viños de Arganza, Espanha, Castilla. 

Notas: "RR = 83,0 e média = 85,8 com RP=91. Elaborado com a casta Mencia e 18 meses de barrica. Nâo dá para entender essa nota tão alta do RP".


Ferreirinha Reserva Especial 1984, de Casa Ferreirinha, Portugal, Douro.

"Vinho Extra, comprado por Neri no El Corte Ingles), RR = 88,0 e média = 81,7. Outra decepção. Algo de estranho ocorreu no rearrolhamento... O vinho tem muita acidez e pouco corpo. E não tem esse tempo todo (batizado?)">  Desabafo: Trouxe um Zurrapa pensando que se tratava de um Vinhaço. Cou Reclamar no El Corte Inglês!...

"Espumante Kompassus Rosé 2008 DOC Bairrada, de Kompassus Vinhos, Portugal, Bairrada. RR = 78,0 Castas Baga e Touriga Nacional. Médio, mas não vale o preço"


Miele con Tartufo Bianco, de TartufLanghe, Itália, Piobesi D'Alba - CN.

Estava excelente. Foi também comprado no El Corte Inglês de Lisboa e acompanhou um queijo Parmigiano Reggiano.

Os comentários sobre os vinhos e Notas, que se encontram entres aspas, pertencem a Roberto Rodrigues, cuja Colaboração inestimável o Mesa de Baco agradece.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Des Amis du Mouton Degustam Vinhos de Meditação, Em Noite Memorável na ABS.

Roberto Rodrigues faz o Serviço da Primeira Surpresa da Noite.

Depois da degustação dos Ícones de ambos os lados do Rio Douro, muitos de nós acávamos que a criatividade do Mestre Roberto Rodrigues passaria por uma crucial prova... Seria literalmente checada a sua capacidade de manter nível tão elevado, quanto ao alcançado nos últimos Encontros. Estávamos redondamente enganados...


Aqui Roberto segue com o Serviço do Vetusto Porto: Note a bela cor.

E os néctares de meditação foram sendo revelados, pouco a pouco, contemplando três países diferentes do Velho Mundo. Depois tivemos outros vinhos muito interessantes, que merecem ser digustados e apreciados, quer o Confrade esteja sozinho, quer esteja acompanhado...


Mestre Roberto faz uma Preleção: Formato do pão. Sob o olhar de Márcia.


Visão Panorâmica da Grande Mesa de Degustação, com enorme euforia.


Outra tomada da Grande Mesa: Lembra um pouco a Santa Ceia...


Espumante Campos de Cima Brut nv, de Campos de Cima, Brasil, 
Campanha, 

"Vinho Extra (trazido por Neri, com pedido de avaliação pelo Grupo) Notas: RR = 65,0 e média = 62,0. O espumante apresentou-se praticamente sem perlage e sem nenhum gás carbônico à boca. A rolha estava murcha denotando que o "dégourgement" foi feito há bastante tempo e deve ter sido armazenado deitado (espumante deve ser guardado em pé)".


Vinsanto AOC Santorini 2004, de Domaine Sigalas, Grécia, Santorini, 

Pontuação: "RR = 90,0 e média = 89,2 com WS=90. Produzido a partir das castas Assyrtiko (75%) e Aidoni (25%), de um  vinhedo com cerca de 50 anos em Santorini; ambas as uvas são brancas. O original e verdadeiro Vinsanto. (Como curiosidade o preço nos USA é  superior e US$ 50). Grande vinho com açúcar residual de cerca de 300 g/l e mantém sua atração devido à elevada acidez. Combinou no final com um gorgonzola"


Marsala Superiore Riserva 10 Anni, de Mario De Bartoli, Itália, 
Sicilia, 

Vinho de Sobremesa Fortificado, elaborado com a uva Moscatel (as uvas são plantadas na areia, dando ao vinho um toque de iodo, mar). Notas: "RR = 94,0 e média = 91,8 com WS=90. Um grande Marsala envelhecido dez anos no processo similar ao Jerez na parte sul da Sicilia. Acidez muito bem equilibrada. Embora classificado como vinho de meditação o açúcar residual quase nulo".


 Royal Oporto Colheita 1944, de Real Cia. Velha, Portugal, Porto.

Vinho de bela cor vermelho-alaranjado, médio, com reflexos âmbar, denso, muito transparente e brilhante. Franco, amplo e etéreo, mas ainda restando alguns aromas fragrantes. Aromas de baunilha, rosa seca, mel, algo defumado, iodo; especiarias, como pimenta, aniz estrelado e cominho. Nozes, avelãs, figos, amêndoas, uva-passa branca, "poire"... Na Boca, é meio doce, vivo (quase nervoso), muito quente, redondo, encorpado e com poucos taninos. Termina bem, deixando a boca limpa. Maduro, podendo ser guardado ainda por muitos e muitos anos. Enfim, uma verdadeira "Loucura Engarrafada!". Notas: "RR = 97,0 e média = 96,3. Grande Porto Colheita". Nasceu no mesmo ano de um certo  Confrade, que é o  Sênior do Grupo... Grata homenagem do Mestre Roberto Rodrigues. "Não há o que descrever pois tudo estava perfeito no vinho (merecia cem)".


Memoro Vino Rosato d'Italia nv, de Piccini, Itália, 

Notas: "RR = 84,0 e média = 84,7. Um rosato bem correto. Feito a partir de Negroamaro (40%) da puglia,  Montepulciano (30%) de Abruzzo, Nero d'Avola (20%) da Sicilia e Merlot (10%) do Veneto. Boa relação qualidade X preço, sem safra. Não percebemos mas tem açúcar residual elevado".


Dagromis 2007 DOCG Barolo, de Gaja, Itália, Piemonte, 

Notas: "RR = 92,0 e média = 91,1. Um excelente Barolo produzido por Gaja (que é o grande nome de Barbaresco). O vinhos chama-se Gromis, em La Morra, daí o nome Dagromis. Muito bem equilibrado e pronto para ser bebido".


El Vinculo Riserva 2008, de Alejandro Fernandez, Espanha, La Mancha, 


"Vinho Extra do Caputo. Notas: RR = 85,0 e média = 86,6 . Vinho produzido a partir da tinta del país (tempranillo)de um vinhedo em La Mancha (próximo a Madrid), com passagem em barricas de carvalho por 18 meses. Apresentou-se muito jovem, sendo quase uminfanticidio. Deve ter sido importado pelo clube de vinhos em que foi comprado assim que engarrafado. A Mistral tem as safras 2004 e 2005 que estão prontas para berber".

Os créditos pelos comentários que se encontram entre aspas pertencem ao Profo. Roberto Rodrigues, a quem o Mesa de Baco agradece. Os pães e fiambres, além do tradicional Vinho Extra,  foram ofertados por Caputo.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Des Amis du Mouton Degustam um Barca Velha e um Vega Sicilia "Unico", Além do Vinho do Vlad.

O Professor Roberto Rodrigues e Márcia Parente se mostram jubilosos.

Com o generoso Encontro de Encerramento do Segundo Semestre do ano passado, todos esperavam um início de 2014 com vinhos à altura daqueles degustados em dezembro. Os vinhos, como era sabido, estavam adegados, à espera de uma oportunidade em que os Membros do Grupo estivessm presentes na sua totalidade. Pois isso ocorreu em quinze de janeiro. Todas as presenças confirmadas!


Uma panorâmica da Grande Mesa de Degustação, da ABS-Flamengo.

Vamos degustar um Barca Velha! Este vinho não é somente um vinho, um majestoso vinho de Portugal. É uma lenda engarrafada! Cheio de história e de estórias, como tantos vinhos consagrados, como o vetusto Douro, cujas encostas abriga a Quinta do Vale do Meão, encantos da Dona Maria Ferreira, "A Ferreirinha", tão cultuada em Portugal, como Pedro Álvares Cabral, Camões, Vasco da Gama ou Saramago (tanto o Escritor, quanto o Enólogo antigo da José Maria da Fonseca, hoje da Tapada dos Colheiros, no Alentejo, o amável Antônio Saramago, que elaborou o Vinho "Dúvida", que tive a ventura de degustar).


João Luiz Caputo, Leonardo Carvalho e Márcio Monteiro: Emoção pura!

Já havia tido a felicidade de degustar, antes, esse vinho tão propalado e tão raramente encontrado. Confesso que fiquei curioso, quanto à origem do seu nome, interrogações que, como de resto, suscitam muitos  vinhos de Portugal. Lembram-se do Má-Partilha, do Pera-Manca, do Monte dos Cabaços, do Cabeça de Burro, do vinho do Putto, do Rapariga da Quinta? Pois é... Todos dão margem a fantasias quanto à sua origem. Não seria assim com o "Barca Velha"?  Então, minha intriga me levou a pesquisar e a me informar que o nome se refere a uma antiga barca, da qual se serviam para atravessar o Douro e alcançar a Quinta do Vale do Meão.


O Confrade Godofredo Duarte compara os dois lados do grande Rio Douro.

Antes dessa realidade, porém, minha fantasia me levou a imaginar que o nome do Vinho seria uma homenagem a um belo romance vivido pelo Enólogo, com sua amada ou pela Ferreirinha, a bordo de uma velha barca, cuja quilha guardaria segredos inconfessáveis. Lembrei-me, então, da estória que narrei ao Rui Falcão, sobre o nome do vinho "Rapariga da Quinta" e sobre o "Vinho do Putto", quando de sua visita à ABS-Rio, no ano passado. Ele a achou muito criativa e deu boas risadas...


Para, em seguida, exibir, triunfante, a garrafa do Barca Velha, como o fizera,
cinco anos antes, quando degustamos o da safra 1999.

O Enólogo Fernando Nicolau de Almeida, da Vinícola, que elaborou o "Barca Velha", inspirado nos Porto Vintage, tirava amostras do vinho e as analisava com a esposa. Chegavam à conclusão se seria um Barca Velha ou engarrafado como Ferreirinha  Reserva Especial. O Grupo imaginou, na memorável degustação desse vinho, em 2009,  que isso poderia depender um tanto do humor implicado nas relações conjugais do casal (risos).


Cláudia Dacorso também não conseguiu esconder a emoção. E não carecia!

Mas, brincadeiras e caçoadas à parte, todos sabemos que um bom vinho, principalmente um desse porte, é fruto de muito investimento, trabalho árduo e amor, mormente em um lugar "de nove meses de inverno e três meses de inferno"... Pois assim foi e tem sido na elaboração do Barca Velha, que só sai em safras excepcionais, como um Porto Vintage. 


Os três Portentosos Vinhos da Península Ibéria, degustados às cegas.

O primeiro Barca Velha, da safra de 1952, só chegou ao mercado em 1960! Depois dele, foram lançadas as safras de 64, 65, 66, 78, 81, 82, 83, 85, 91, 95, 99 e 2004. Vejam os Confrades que saíram, somente, 13 safras, num intervalo de 61 anos... Em alguns períodos, o intervalo entre as safras chegou a ser de 12 anos (1952-1964 e 1966-1978), o que chama a atenção para o extremo cuidado na elaboração desse grande vinho. Mas não há problema, a gente espera!


O Branco do Leonardo Carvalho e os três da Península Ibérica.

O Grande Ícone dos vinhos da "Terrinha" é um Vinho de Guarda. Mas, aos 10 anos de idade, costuma estar pronto. Chega com fôlego  aos 20 anos, e pode pode continuar bom por muito mais tempo. A produção é em torno das 50 mil garrafas ao ano.


Desta vez, os Fiambres foram a Quatros Mãos: Por Léo e Caputo.


1752 Gran Tradicion 2011, de Bodegas Carrau, Uruguai, Montevideo.

Vinho extra (levado pelo Leonardo). Notas: "RR = 89,0 e média = 88,4. Vinho experimental do Carrau, corte de Petit Mansang (90%) e sauvignon  gris (10%), femrnetado em barricas com leveduras selvagens. Muito interessante".


Avó Sabica 2004 DOC Alentejo, de Casa Agric. Santana Ramalho,
Portugal, Alentejo. 

Notas: "RR = 93,0 e média = 93,8 com WS=85.Corte de Trinscadeira, Aragonez e Alicante Bouschet. Segundo a WS deveria ser bebido até 2012 (erraram feio). O mais jovem dos três mas que apresentava  mais depósitos (devido à Alicante Bouschet) e também o mais evoluido em termos de aroma. Grande vinho. Em Portugal custa 83 euros".


Vega-Sicilia "Único" 2002, DO Ribera del Duero, de Bodegas 
Vega-Sicilia, Espanha, Ribera del Duero.

Certamente o mais consagrado e lendário vinho espanhol, sendo produzido apenas nos melhores anos. Entram no seu corte Tinto fino (Tempranillo), 80/85%, Cabernet Sauvignon, 10/15% e Merlot, 0/5%. Os vinhedos são antigos e têm rendimento muito controlado e limitado. Colheita manual. A Vinificação é a tradicional, em pipa de carvalho com leveduras naturais. Controle de temperatura. Fermentação malolática completa.

Vinho de bela cor vermelhorrubi escuro, escorregadio, com reflexos granada, opaco e brilhante. Franco, amplo e fragrante, já a caminho do etéreo. Aromas de frutas vermelhas, baunilha, caramelo, ameixa seca em calda, carne cozinhando, capim seco (feno), menta... Seco, sápido, equilibrado puxando para quente, macio, encorpado, com taninos do equilibrado para o tânico. Muito intenso e muito persistente. Termina bem, deixando a boca enxuta e está pronto, já a caminho do maduro.

"Notas: RR = 96,0 e média = 94,6 com WS=93. Grande vinho, dos deuses".


Barca Velha 1995 DOC Douro, de Casa Ferreirinha, Portugal, Douro.

Na elaboração desse vinho, como é a tradição dos vinhos do Douro, as uvas são pisoteadas. O Vinho resultante  fica em barricas de carvalho por cerca de quatro anos. A recomendação, até 1995, era de "nunca se beber um Barca Velha com menos de dez anos"! Aumentou o teor  alcoólico, na safra de 99,  de 12,5, para 13,5 %. O Douro é mais conhecido pelo Vinho do Porto. É a primeira região demarcada do mundo (pelo Marquês do Pombal). O rótulo do Barca Velha é simples, porém bonito e revela uma  tapeçaria, por trás, em preto (RR em aula de fev./2009).

Vinho de bela cor vermelhogranada escuro, escorregadio, opaco e brilhante. Aromas de violeta e de frutas vermelhas, como cassis, amora e mirtilo. Baunilha, caramelo, musgo, funcho, pimenta, cogumelo, aromas oleosos (azeite em infusão), amêndoa... Na boca, é seco, sápido, equilibrado na alcoolicidade, de macio para redondo, de encorpado para muito encorpado e com taninos equilibrados. Muito intenso, com final longo e persistente. Termina bem, deixando a boca enxuta e está pronto.

Notas: "RR = 93,0 e média = 94,4 com WS=89. Vinho ícone de Portugal, um dos grandes vinhos do mundo. A nota da WS (e no outro português) denota um viés anti-Portugal da revista. Mostrou-se o menos evoluído, em termos de aromas, dos três vinhos, embora seja o mais velho. Isso indica a sua longevidade".


Nomad 2009, de Aurelia Visinescu, Romênia. Este foi cavado pelo
Leonardo diretamente nas distantes "Terras do Vlad".

"Vinho extra (levado por Leonardo). Notas:  RR = 80,0. Curioso, mas muito simples, embora correto".

Kompassus Espumante Blanc de Noir 2009, de Kompassus Vinhos Ltda, Portugal, Bairrada. "Sem avaliações. Bom espumante, embora dito como blanc de noirs tem alvarinho como um dos componentes (para acidez). Coisas dos patrícios. Começamos bem o ano".


Resultado da Degustação Comparativa: 

"Na apuração do melhor, cada um escolheu o primeiro (1), o segundo (2) e o terceiro (3); sendo assim, quem tiver a menor soma é melhor. Em primeiro ficou o número 2 (Vega-Sicilia) com soma igual a 17, em Em segundo, ficou o número 3 (Barca Velha) com soma igual a 18 e em terceiro o número 1 (Avó Sabica), com soma igual a 19. Como curiosidade, dos nove degustadores, cada um dos vinhos foi considerado o melhor por três pessoas".

Um probela se coloca a partir dessa Degustação: Como poderá ser mantido o nível, nas próximos Encontros do Grupo?!  Com a palavra, Mestre RR...

Os créditos pelos comentários a respeito de cada vinho, que se encontram sinalizados por aspas, pertencem a Roberto Rodrigues, a quem somos gratos.