terça-feira, 8 de abril de 2014

D.O.C Ristorante (Barra da Tijuca): Itália Artesanal... Da Pasta ao Grana Padano.

Na chegada, o sorriso e a amabilidade do Onipresente Maître José Costa.

Dando sequência à sua programação mensal intitulada "Falando de Vinho com Paulo Nicolay", o D.O.C Ristorante serviu um delicioso Menu Degustação, elaborado pela sua  criativa "Chef de Cuisine" Jacqueline Almeida e harmonizado com vinhos italianos da Adega da Casa.


A vasta adega está fornida com 1.500 garrafas e 250 rótulos.

Confesso que a idéia de encerrar o atendimento mais cedo em meu consultório, (tendo que modificar a minha agenda} e enfrentar o trânsito congestionado de Botafogo até a Barra da Tijuca, para um jantar marcado para as 20:00 horas, não me era muito alvissareira...



Seguem-se tomadas panorâmicass dos amplos Salões do Rest.

Ao chegar ao D.O.C, qual não foi a minha surpresa! Fiquei impressionado com os vastos salões do Restaurante, com o bom gosto e cuidado da sua decoração, além do impecável Serviço...




Fui recebido com uma taça de borbulhante vinho branco, na temperatura correta, com bolinhas que se movimentavam céleres do fundo, em direção à superfície do líquido...




Aí, todas as minhas dúvidas se dissiparam e percebi que "esse pessoal estaria mostrando a que veio"... E comecei a me entusiasmar com o que me aguardava...




Como o Salão do andar de cima é bastante amplo, foi instalado um Equipamento de Som, com microfone para a Palestra do Paulo Nicolay e para os comentários...




sobre os Pratos elaborados pela Chef Jacqueline Almeida, que tem grande experiência na Culinária Italiana, uma vez que realizou o seu Mestrado em Gastronomia em Florença, na Terra Ensolarada e Florida da Toscana, que deu origem ao Renascimento...


Amigo e Colega Toni Brandão, meu convidado, propõe um brinde.


Entrada: Canelloni a Melanzane, Acompanhado pelo Espumante.


Primeiro Prato: Pappardelle al Funghi Porcini, com Chianti Classico.


Segundo Prato: Medallion di Kobe e Risotto al Grana Padano, com o Bolgheri.


Sobremesa: Torta de Cioccolato e Noci, com o Tokaj Sattobi: Delícia!


Espumante Casabianca Prosecco Brut, de Venegazzù, Itália, Treviso, Vêneto.

Espumante de bela cor amarelopalha claro, com abundantes bolinhas e perlage persistente. No nariz, exala agradáveis notas florais, aromas citricos e fermentos. Na boca, é equilibrado, com frescor na acidez e final macio. Uvas 100% Glera (Prosecco).


Bolgheri
Il Bruciato Bolgheri 2011, de Antinori (Tenuta Guardo al Tassso), 
Itália, Toscana, Bolgheri.

Elaborado com 50 % de Cabernet-Sauvignon, 30 % de Merlot e 20 % de Shiraz, revela  intensos e profusos aromas de frutos vermelhos, baunilha, caramelo e especiarias. Na boca, o vinho é amplo no ataque, estruturado, encorpado, com taninos presentes, mas já macios e final longo e persistente. Na harmonização com o prato de carne, o vinho sobrou sobre este, passando por cima do prato, porém não chegou a fazer feio. Para o meu paladar, o Chianti, que havia reservado na taça, harmonizou também com o Segundo Prato.


Peppoli Chianti Classico 2010, Antinori, Itália, Toscana

Vinho Elaborado com 90 % de Sangiovese e 10% de Merlot e Shiraz, é um vinho de bela  cor vermelhorrubi médio, escorregadio, transparência regular e brilhante. No Nariz, exala aromas de cereja, baunilha e chocolate. Notas de especiarias, como cravo. Na Boca, percebem-se os caracteres varietais da casta predominante, com seus taninos muito agradáveis, aveludados. Boa persistência no retrogosto. Harmonizou com o prato de massa, fazendo bom casamento com a untuosidade deste.


Tokaji Satobibi 3 Puttonyos, 11,5 % Vol., de Dobogó, Hungria.

Elaborado com as Castas Furmint (70 %) e Harslevelu (30 %), é um vinho de bela cor Amarelo-ouro intenso, muito transparente e brilhante, com aromas de frutas secas  Na boca, é doce, sem exageros, equilibrado, com acidez típica e marcada e final deliciosamente longo. Fez um bom casamento com a Sobremesa e a volorizou.


Partindo-se do Lado Esq., o "Restaurateur" Fábio Maycon, Valdir Guedes, Nando (Importadora) e Paulo Nicolay.



Paulo Nicolay apresenta a Laureada Chef Jacqueline da Silva Almeida.


A  amável Chef Jacqueline Almeira, com Mestrado na Toscana.

Agradeço o gentil convite da Chef Jacqueline Almeida para participar desse verdadeiro "Repas", que foi preparado para o deleite de todos os presentes. Cumprimentos ao Fábio Maycon e à sua competente Equipe...

quarta-feira, 26 de março de 2014

Des Amis du Mouton Revisitam o Jerez.

Desta vez, a Abertura ficou por conta da Confreira Márcia Parente.

Ah, ainda trago na memória olfativa, aqueles enebriantes aromas do Jerez! Não havia nenhum Palo Cortado Mui Viejo, o meu preferido, mas os que se nos apresentaram não fizeram feio, nem um pouco... Lembrei-me das Tapas do Distrito Gótico da mediterrânea Barcelona, tão charmosa, quanto acolhedora. Mas não ficamos só no Jerez...


Que, animada como sempre, propões um Brinde com Espumante.

Houve outras surpresas, boas e uma retumbante Decepção, como os Confrades e as Confreiras verão mais adiante. Nem só de sucessos vive o Enófilo, em sua garimpagem pelas Caves e Adegas do Mundo.


 O Novel Monitor Márcio Monteiro e a Confreira Cláudia Dacorso.


Não esquecendo da Clássica Foto do Mestre Roberto Rodrigues.


A Trinca: João Luiz Caputo, Godofredo Duarte e Leonardo Carvalho.


Botaina Jerez Dry Amontillado, de Emilio Lustau, Espanha, Jerez.

Vinho de bela cor amarelo-âmbar média, escorregadio, muito transparente e brilhante. Aromas marítmos (iodo), algo mineral, leveduras, casca de laranja, damasco seco, amêndoa, avelã, uvapassa branca, doce de marmelo e agradável frescor de menta... "Notas: RR = 94,0 e média = 94,1. Excelente Amontillado. Para mim foi o melhor vinho da noite disparado".


Jerez Amontillado 12 Años, de El Maestro Sierra, Espanha, Jerez.

"Notas: RR = 93,0 e média = 92,1 Bom Amontillado, com aromas mais complexos. Porém não tão agradável no gustativo".


Guéfe'n Kasher para Pessach nv, Brasil, São Roque.

Notas: "RR = 56,0 e média = 55,2. Um vinho de uvas americanas, adoçado (suave) ao final. Curiosidade apenas, mas sem defeito".


Lagar de Robla Premium 2008 Vino de la Tierra Castilla Y Leon, de Viños de Arganza, Espanha, Castilla. 

Notas: "RR = 83,0 e média = 85,8 com RP=91. Elaborado com a casta Mencia e 18 meses de barrica. Nâo dá para entender essa nota tão alta do RP".


Ferreirinha Reserva Especial 1984, de Casa Ferreirinha, Portugal, Douro.

"Vinho Extra, comprado por Neri no El Corte Ingles), RR = 88,0 e média = 81,7. Outra decepção. Algo de estranho ocorreu no rearrolhamento... O vinho tem muita acidez e pouco corpo. E não tem esse tempo todo (batizado?)">  Desabafo: Trouxe um Zurrapa pensando que se tratava de um Vinhaço. Cou Reclamar no El Corte Inglês!...

"Espumante Kompassus Rosé 2008 DOC Bairrada, de Kompassus Vinhos, Portugal, Bairrada. RR = 78,0 Castas Baga e Touriga Nacional. Médio, mas não vale o preço"


Miele con Tartufo Bianco, de TartufLanghe, Itália, Piobesi D'Alba - CN.

Estava excelente. Foi também comprado no El Corte Inglês de Lisboa e acompanhou um queijo Parmigiano Reggiano.

Os comentários sobre os vinhos e Notas, que se encontram entres aspas, pertencem a Roberto Rodrigues, cuja Colaboração inestimável o Mesa de Baco agradece.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Des Amis du Mouton Degustam Vinhos de Meditação, Em Noite Memorável na ABS.

Roberto Rodrigues faz o Serviço da Primeira Surpresa da Noite.

Depois da degustação dos Ícones de ambos os lados do Rio Douro, muitos de nós acávamos que a criatividade do Mestre Roberto Rodrigues passaria por uma crucial prova... Seria literalmente checada a sua capacidade de manter nível tão elevado, quanto ao alcançado nos últimos Encontros. Estávamos redondamente enganados...


Aqui Roberto segue com o Serviço do Vetusto Porto: Note a bela cor.

E os néctares de meditação foram sendo revelados, pouco a pouco, contemplando três países diferentes do Velho Mundo. Depois tivemos outros vinhos muito interessantes, que merecem ser digustados e apreciados, quer o Confrade esteja sozinho, quer esteja acompanhado...


Mestre Roberto faz uma Preleção: Formato do pão. Sob o olhar de Márcia.


Visão Panorâmica da Grande Mesa de Degustação, com enorme euforia.


Outra tomada da Grande Mesa: Lembra um pouco a Santa Ceia...


Espumante Campos de Cima Brut nv, de Campos de Cima, Brasil, 
Campanha, 

"Vinho Extra (trazido por Neri, com pedido de avaliação pelo Grupo) Notas: RR = 65,0 e média = 62,0. O espumante apresentou-se praticamente sem perlage e sem nenhum gás carbônico à boca. A rolha estava murcha denotando que o "dégourgement" foi feito há bastante tempo e deve ter sido armazenado deitado (espumante deve ser guardado em pé)".


Vinsanto AOC Santorini 2004, de Domaine Sigalas, Grécia, Santorini, 

Pontuação: "RR = 90,0 e média = 89,2 com WS=90. Produzido a partir das castas Assyrtiko (75%) e Aidoni (25%), de um  vinhedo com cerca de 50 anos em Santorini; ambas as uvas são brancas. O original e verdadeiro Vinsanto. (Como curiosidade o preço nos USA é  superior e US$ 50). Grande vinho com açúcar residual de cerca de 300 g/l e mantém sua atração devido à elevada acidez. Combinou no final com um gorgonzola"


Marsala Superiore Riserva 10 Anni, de Mario De Bartoli, Itália, 
Sicilia, 

Vinho de Sobremesa Fortificado, elaborado com a uva Moscatel (as uvas são plantadas na areia, dando ao vinho um toque de iodo, mar). Notas: "RR = 94,0 e média = 91,8 com WS=90. Um grande Marsala envelhecido dez anos no processo similar ao Jerez na parte sul da Sicilia. Acidez muito bem equilibrada. Embora classificado como vinho de meditação o açúcar residual quase nulo".


 Royal Oporto Colheita 1944, de Real Cia. Velha, Portugal, Porto.

Vinho de bela cor vermelho-alaranjado, médio, com reflexos âmbar, denso, muito transparente e brilhante. Franco, amplo e etéreo, mas ainda restando alguns aromas fragrantes. Aromas de baunilha, rosa seca, mel, algo defumado, iodo; especiarias, como pimenta, aniz estrelado e cominho. Nozes, avelãs, figos, amêndoas, uva-passa branca, "poire"... Na Boca, é meio doce, vivo (quase nervoso), muito quente, redondo, encorpado e com poucos taninos. Termina bem, deixando a boca limpa. Maduro, podendo ser guardado ainda por muitos e muitos anos. Enfim, uma verdadeira "Loucura Engarrafada!". Notas: "RR = 97,0 e média = 96,3. Grande Porto Colheita". Nasceu no mesmo ano de um certo  Confrade, que é o  Sênior do Grupo... Grata homenagem do Mestre Roberto Rodrigues. "Não há o que descrever pois tudo estava perfeito no vinho (merecia cem)".


Memoro Vino Rosato d'Italia nv, de Piccini, Itália, 

Notas: "RR = 84,0 e média = 84,7. Um rosato bem correto. Feito a partir de Negroamaro (40%) da puglia,  Montepulciano (30%) de Abruzzo, Nero d'Avola (20%) da Sicilia e Merlot (10%) do Veneto. Boa relação qualidade X preço, sem safra. Não percebemos mas tem açúcar residual elevado".


Dagromis 2007 DOCG Barolo, de Gaja, Itália, Piemonte, 

Notas: "RR = 92,0 e média = 91,1. Um excelente Barolo produzido por Gaja (que é o grande nome de Barbaresco). O vinhos chama-se Gromis, em La Morra, daí o nome Dagromis. Muito bem equilibrado e pronto para ser bebido".


El Vinculo Riserva 2008, de Alejandro Fernandez, Espanha, La Mancha, 


"Vinho Extra do Caputo. Notas: RR = 85,0 e média = 86,6 . Vinho produzido a partir da tinta del país (tempranillo)de um vinhedo em La Mancha (próximo a Madrid), com passagem em barricas de carvalho por 18 meses. Apresentou-se muito jovem, sendo quase uminfanticidio. Deve ter sido importado pelo clube de vinhos em que foi comprado assim que engarrafado. A Mistral tem as safras 2004 e 2005 que estão prontas para berber".

Os créditos pelos comentários que se encontram entre aspas pertencem ao Profo. Roberto Rodrigues, a quem o Mesa de Baco agradece. Os pães e fiambres, além do tradicional Vinho Extra,  foram ofertados por Caputo.