quarta-feira, 21 de maio de 2014

Jantar Harmonizado com os Vinhos da Quinta Casa Amarela: No Vieira Souto.

Visão Panorâmica do Vasto Salão do Vieira Souto: Convidados.

Tive a grata satisfação de ser apresentado aos vinhos da Quinta Casa Amarela por obra do casal Cláudio e Clarice Caliman, no ensejo de uma lauta refeição em sua acolhedora casa, encravada nas montanhas de um verdadeiro paraíso serrano. Fiquei positivamente impressionado! Cláudio me escalou para a escolha de um vinho para harmonizar com o Prato Principal, Lombos de Bacalhau feito à Moda Portuguesa, deliciosa iguaria elaborada pela primeira vez por Clarice.


A Anfitriã, Laura Regueiro, dá as Boas Vindas aos presentes.

Aqui, há uma controvérsia a respeito da harmonização: A maioria sustenta que "bacalhau vai com tinto!". Amauri Temporal sustenta, em seu livro "De Vinhos e Rosas"(2a. Ed., Civilização Brasileira), que o vinho branco desaparece, quando acompanha o bacalhau, tornando-se parecido com água. No entanto, tenho observado que isso não é tão cartesiano assim e depende da forma como o bacalhau é elaborado, da quantidade de sal que restou nele, depois da passagem pelos banhos de água, componentes do prato e tudo o mais.


Uma das Organizadoras do Evento, Clarice Caliman, com Gil.

Tenho feito acompanhar o Bacalhau à Portuguesa e outros pratos simples de Bacalhau de um Chardonnay Barricado e gosto do resultado. Assim, resolvi arriscar o branco Casa Amarela Slelection 2012, 13,5 % Vol., um Corte com Malvasia Fina, Viosinho e Rabigato, vinho que tem uma porcentagem que estagiou em barrica de carvalho. E, realmente, o vinho teve estrutura para segurar o bacalhau e houve o casamento com o prato. A minha opinião foi corroborada pelos demais convivas.


O Sommelier Joàozinho, com Gil Regueiro: Acolhimento.

A sinsível Clarice, notando o meu entusiasmo, diante do branco e dos tintos que se seguiram, me convidou para a degustação que aconteceria no Restaurante Vieira Souto, com a Equipe da Quinta Casa Amarela, os Proprietários, Gil Regueiro e Laura Regueiro, do filho Gil Júnior, do Enólogo francês Jean-Hugues Gros e de Paula Brazuna, da Importadora Wine Mundi, que nos traz esses néctares do Douro.


O Jornalista Romeu Valadares conversa com Gil Regueiro Júnior.

Gil explica que a "Quinta da Casa Amarela" é assim chamada e conhecida por ter uma vetusta Casa Amarela como sede da Propriedade, que se encontra na posse da mesma Família, desde os idos de 1885. A gleba ocupa a margem esquerda do Rio Douro, na mancha classificada pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade, a meio caminho entre as cidades da Régua e Lamego. O simpático Proprietário nos fez um convite para visitar os Vinhedos e a Vinícola, juntamente com um pequeno grupo de Confrades presentes no jantar. Acho que não vou resistir...




O Sommelier Efraim Moraes (Bistrô Ouvidor), Godofredo Duarte e
José Augusto Saraiva (Vinitude).

O Encontro me surpreendeu também pela Acolhida do Casal e dos Organizadores: Laura e Gil primam pelo bom gosto, pela satisfação em compartilhar das alegrias proporcionadas bela boa Bebida de Baco, degustam e falam dos seus vinhos com paixão e me senti como se estivesse em Portugal, país que tive a oportunidade de visitar várias vezes... Eles são deveras agregadores e fazem Amigos rapidamente.


Gil Jr. e Paula Brazuna (Wine Mundi) com o Sommelier Efraim Moraes e José Augusto Saraiva.


Clarice Caliman, Laura Regueiro e a Enófila Luciana Alves..



O Vitivinicultor Gil Regueiro e Antônio Brandão Machado.


Clarice Caliman, Laura Regueiro, Gil Regueiro e Luciana Alves.


Antônio Brandão Machado , Clarice Caliman e Efraim Moraes


O Confrade Gilson Araújo Júnior e a Anfitriã Clarice Caliman


Uma Verdadeira Mesa Redonda, com os participantes Analisando 
os Portentosos Vinhos do Douro.


O Enólogo francês da Quinta Casa Amarela Jean-Hugues Gros.


O Garçom serve o vinho para Brandão, que pediu "mais um pouco", na continuidade do "Repas".


O "Desfile das Garrafas" dos Portentosos vinhos da Casa Amarela.


A bela cor dos vinhos do Douro degustados no jantar harmonizado.


Espumante que traz a Marca da Casa, desenvolvido pelo Sommelier João de Souza e a Vinícola Luiz Argenta, do Rio Grande do Sul. Muito bom!


Casa Amarela Slelection 2012, 13,5 % Vol.,  Quinta Casa Amarela, Portugal, Douro. Corte com Malvasia Fina, Viosinho e Rabigato.

Muito boa cor amarelopallha médio, escorregadio, muito transparente e brilhante. Olfativo: Uma profusão de aromas de frutas cítricas, como limão siciliano maduro; notas florais e tostados. Gustativo: Fresco, com boa concentração de fruta e equilibrado. e final longo, persistente. Harmoniza bem com frutos do mar, ostras frescas, camarões e bacalhau. Uma parte do vinho estagia em barricas de carvalho. A joaninha que aparece no rótulo é uma homenagem a esse predador natural, que come os insetos indesejáveis na vinha.


Odisseia 2009, 14,5 % Vol.,  de Jean-Hugues Gros, Portugal, Douro DOC.Corte de Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz.

Rubi Escuro. Aromas de frutos negros maduros, com ligeiro toque de madeira e especiarias. Na Boca, é concentrado, de bom volume, com notas de frutas, como ameixas e mirtilo; boa complexidade e final longo e agradável.



Casa Amarela DOC Tinto 2011, de Quinta Casa Amarela, Portugal, Douro.

Corte das Castas Tinta Barroca, Tinta Amarela, Touriga Franca e Tinta Roriz. Vinho frutado, muito agradável para degustar, sendo de grande qualidade e bastante equilibrado. Muito bem vinificado! 


Quinta Casa Amarela Reserva 2011, de Quinta Casa Amarela, 
Portugal, Douro.


Estagiou durante 12 meses em barricas novas de carvalho francês e, posteriormente, mais 6 meses em garrafa antes da sua comercialização. Vinho de bela cor rubi intenso, escorregadio, opaco e brilhante. Profusos e intensos aromas de frutos vermelhos, com notas de baunilha e caramelo, que lhe conferem elegância e uma grande complexidade.



Quinta Casa Amarela Grande Reserva Elisio 2011, 14,5 % 
Vol. deQuinta Casa Amarela (Laura Regueiro) Portugal, 
Douro DOC. Corte de Touriga Franca, Tourtiga Nacional 
e Tinta Roriz.

Aromas profusos de frutas negras do bosque, baunilha, caramelo, frutas maduras em compota, chocolate e especiarias;  algo mineral; defumados, feno seco, tostados. Fresco na boca, muito elegante, de grande estrutura, encorpado e envolvente, final longo e persistente. Estagiou por 18 me. em barrica de carvalho francês.

Como declarou Laura Regueiro, quando se iniciou o Serviço dos dois últimos vinhos, "esses são vinhos para gente grande!". E, realmente, ambos os vinhos mostram logo a que vieram.


Insalata Davidson: De folhas verdes, rúcula, presunto Parma, 
queijo grana padano e figos maduros.


Fettuccine con Ragù di Ossobuco: Delícia! Muito bom!


Spalla D'Agnello al forno con Polenta: Rezei pra Baco!


Torta Croccante Al Cioccolato Belga: Com Porto.


Para a Sobremesa, um Quinta Casa Amarela Reserve Port.

Agradeço pela gentileza do Convite e pela oportunidade de provar esses vinhos que revelam as caracteristicas do "terroir" do Douro. Cumprimentos à Equipe do Restaurante Vieira Souto pelo impecável e atencioso Serviço.

sábado, 19 de abril de 2014

"Des Amis du Mouton" Degustam Três Brancos Diferentes da Borgonha.

Abertura Clássica, com Roberto Rodrigues e Márcia Parente.

Em pleno Sábado de Aleluia, em meio a muitas tarefas profissionais que excedem o horário habitual de trabalho, penso no zurrapa que teria para hoje. Logo me vem à lembrança uma recente degustação do Grupo.


O Confrade Godofredo Duarte exibe a garrafa do melhor.

Pois Mestre Roberto Rodrigues, retornando da França, trouxe gratas surpresas da Borgonha para degustar com "Des Amis du Mouton".


Os "Irmãos"Leonardo Carvalho e Márcio Monteiro: Regojizo.

Enquanto escrevo, minha memória olfativa chama para o primeiro plano os aromas do Batard-Montrachet, vinho que talvez nunca tivesse a oportunidade de degustar, dado o vasto Mundo do Vinho e tão curta a vida de um Enófilo de parco faro para garimpar pelas Cantinas.


"Seu Bira Sant'anna" se detém no contrarrótulo do Borgonha.


Léo e Márcio fazem massagem no fígado: A melhor piada do ano!


Colette 2011 Coteaux Bourguignons AOP, de Jean-Luc Aegeter, França, Bourgogne.

Notas: RR = 90,0 e média = 90,1. Produtor de Beaujolais que está lançando este vinho da nova AOP Coteaux Bourguignons e que surpreendeu pelo frescor e qualidade. Um vinho simples, mas que se apresentou muito bom.


Le Rouard 1996, de Villars Fontaine, França, Bourgogne. 

Notas: RR = 93,0 e média = 93,2. Produtor tradicional que preserva o "estilo antigo" dos vinhos de guarda da Bourgogne. Nada mais é que um AOC Bourgogne, mas de longevidade surpreendente. No mercado a safra mais antiga que se encontra é a de 2002. Na vinícola há safras muito mais antigas.


Batard-Montrachet Grand Cru 2002, de Moillard, França, Bourgogne. 

Notas: RR = 95,0 e média = 94,1. Batard-Montrachet é um dos grnades vinhos do mundo e se mostrou ainda muito novo.


Teroldego Rotaliano DOC 2005, de Redondèl, Itália, Trento. 
Notas: RR = 77,0 e média = 79,3. Decepcionante.


Bramare Malbec Marchiori Vineyards 2010, de Viña Cobos, Argentina, Mendoza. 


E, para o final dos Trabalhos, Godofredo nos regalou com esfihas de carne, queijo, espinafre e quibes, além dos dois últimos vinhos relatados acima.

A idéia foi mostrar três estilos diferentes de bons vinhos brancos da Bourgogne. Os créditos pelos comentários sobre os vinhos pertencem a Roberto Rodrigues, a quem o Mesa de Baco é grato. O Grupo agradece pela oportunidade única de degustar vinhos desse naipe.

terça-feira, 8 de abril de 2014

D.O.C Ristorante (Barra da Tijuca): Itália Artesanal... Da Pasta ao Grana Padano.

Na chegada, o sorriso e a amabilidade do Onipresente Maître José Costa.

Dando sequência à sua programação mensal intitulada "Falando de Vinho com Paulo Nicolay", o D.O.C Ristorante serviu um delicioso Menu Degustação, elaborado pela sua  criativa "Chef de Cuisine" Jacqueline Almeida e harmonizado com vinhos italianos da Adega da Casa.


A vasta adega está fornida com 1.500 garrafas e 250 rótulos.

Confesso que a idéia de encerrar o atendimento mais cedo em meu consultório, (tendo que modificar a minha agenda} e enfrentar o trânsito congestionado de Botafogo até a Barra da Tijuca, para um jantar marcado para as 20:00 horas, não me era muito alvissareira...



Seguem-se tomadas panorâmicass dos amplos Salões do Rest.

Ao chegar ao D.O.C, qual não foi a minha surpresa! Fiquei impressionado com os vastos salões do Restaurante, com o bom gosto e cuidado da sua decoração, além do impecável Serviço...




Fui recebido com uma taça de borbulhante vinho branco, na temperatura correta, com bolinhas que se movimentavam céleres do fundo, em direção à superfície do líquido...




Aí, todas as minhas dúvidas se dissiparam e percebi que "esse pessoal estaria mostrando a que veio"... E comecei a me entusiasmar com o que me aguardava...




Como o Salão do andar de cima é bastante amplo, foi instalado um Equipamento de Som, com microfone para a Palestra do Paulo Nicolay e para os comentários...




sobre os Pratos elaborados pela Chef Jacqueline Almeida, que tem grande experiência na Culinária Italiana, uma vez que realizou o seu Mestrado em Gastronomia em Florença, na Terra Ensolarada e Florida da Toscana, que deu origem ao Renascimento...


Amigo e Colega Toni Brandão, meu convidado, propõe um brinde.


Entrada: Canelloni a Melanzane, Acompanhado pelo Espumante.


Primeiro Prato: Pappardelle al Funghi Porcini, com Chianti Classico.


Segundo Prato: Medallion di Kobe e Risotto al Grana Padano, com o Bolgheri.


Sobremesa: Torta de Cioccolato e Noci, com o Tokaj Sattobi: Delícia!


Espumante Casabianca Prosecco Brut, de Venegazzù, Itália, Treviso, Vêneto.

Espumante de bela cor amarelopalha claro, com abundantes bolinhas e perlage persistente. No nariz, exala agradáveis notas florais, aromas citricos e fermentos. Na boca, é equilibrado, com frescor na acidez e final macio. Uvas 100% Glera (Prosecco).


Bolgheri
Il Bruciato Bolgheri 2011, de Antinori (Tenuta Guardo al Tassso), 
Itália, Toscana, Bolgheri.

Elaborado com 50 % de Cabernet-Sauvignon, 30 % de Merlot e 20 % de Shiraz, revela  intensos e profusos aromas de frutos vermelhos, baunilha, caramelo e especiarias. Na boca, o vinho é amplo no ataque, estruturado, encorpado, com taninos presentes, mas já macios e final longo e persistente. Na harmonização com o prato de carne, o vinho sobrou sobre este, passando por cima do prato, porém não chegou a fazer feio. Para o meu paladar, o Chianti, que havia reservado na taça, harmonizou também com o Segundo Prato.


Peppoli Chianti Classico 2010, Antinori, Itália, Toscana

Vinho Elaborado com 90 % de Sangiovese e 10% de Merlot e Shiraz, é um vinho de bela  cor vermelhorrubi médio, escorregadio, transparência regular e brilhante. No Nariz, exala aromas de cereja, baunilha e chocolate. Notas de especiarias, como cravo. Na Boca, percebem-se os caracteres varietais da casta predominante, com seus taninos muito agradáveis, aveludados. Boa persistência no retrogosto. Harmonizou com o prato de massa, fazendo bom casamento com a untuosidade deste.


Tokaji Satobibi 3 Puttonyos, 11,5 % Vol., de Dobogó, Hungria.

Elaborado com as Castas Furmint (70 %) e Harslevelu (30 %), é um vinho de bela cor Amarelo-ouro intenso, muito transparente e brilhante, com aromas de frutas secas  Na boca, é doce, sem exageros, equilibrado, com acidez típica e marcada e final deliciosamente longo. Fez um bom casamento com a Sobremesa e a volorizou.


Partindo-se do Lado Esq., o "Restaurateur" Fábio Maycon, Valdir Guedes, Nando (Importadora) e Paulo Nicolay.



Paulo Nicolay apresenta a Laureada Chef Jacqueline da Silva Almeida.


A  amável Chef Jacqueline Almeira, com Mestrado na Toscana.

Agradeço o gentil convite da Chef Jacqueline Almeida para participar desse verdadeiro "Repas", que foi preparado para o deleite de todos os presentes. Cumprimentos ao Fábio Maycon e à sua competente Equipe...