O formato, desta vez, foi o de se levar, espontaneamente, um vinho da preferência do Confrade.
Sabíamos, de antemão, que Marco Antônio Brasil, o fundador do Grupo, levaria um Quinta do Crasto, vinho que aprecio muito.
Vamos descrevê-lo:
Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas, 2006, 14,5% G.L., Sociedade Agrícola da Quinta do Crasto, DOC Douro, Portugal.
As uva, procedentes de vinhas de mais de 70 anos de idade, passaram por rigorosa triagem à entr. da adega. Após um ligeiro esmagamento, o mosto foi transferido para cubas de fermentação em aço inox, com remontagem automática e temperatura controlada. O vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano por 20 meses.
No visual, apresentou um rubi escuro, com reflexos violáceos;
No nariz, aromas complexos de frutas vermelhas maduras;
No gustativo, identifica-se claramente tratar-se de um vinho da Região do Douro, aliado à modernidade; é intenso, denso, macio, muito encorpado e bem equilibrado pela firme estrutura de taninos e tem um persistente final.
14,5 % Vol., Bodega NQN, Neuquem,
Patagônia - Argentina.
Vinificação:
Seleção manual de cachos e grãos. Fluxo por gravidade. Três dias de maceração a frio (10ºC).Fermentação com leveduras selecionadas e maceração a 28º - 30º C durante 21 dias. Fermentação malolática completa.
Envelhecimento:
10 a 12 meses em barricas de carvalho francês e americano (100% do vinho). Oito meses em garrafa antes de ser comercializado.
Todos os prêmios recebidos por este produto:
Safra 2005:
Medalha de Ouro - Concurso Sub 30 - Avaliadores com menos de 30 anos;
Safra 2004:
Entre os três melhores vinhos argentinos - Evico 2004
Melhor Malbec - Evico 2004.
Medalha de Ouro - Vinalies 2006 - Paris.
Composição: 100% Malbec.
Local de produção: Patagônia, Argentina.
Graduação alcoólica: 14,5 % Vol.
Cor: Vermelho-rubi intenso, com toques violáceos.
No Nariz: Ameixa madura e amoras, acompanhados com toques de madeira e baunilha.
Na Boca: Encorpado e estruturado, mas harmonioso e equilibrado. Elegante, de grande caráter e longo final de boca.
Pontuação: 86 Pontos, pela Revista Wine Spectator.
Etchart - Valle de Cafayate - Salta -
noroeste da Argentina.
Os vinhedos da Etchart estão localizados a uma
altura de 1.750 m, sendo um dos mais altos do
Mundo.
O nome desse vinho foi dado em homenagem ao fundador da Vinícola, Arnaldo B. Etchart. Esse é o vinho símbolo da Bodega.
Trata-se de um vinho tinto seco, complexo e encorpado, elaborado com uvas selecionadas das castas Malbec e Cabernet-Sauvignon. Artesanalmente elaborado e guardado em barricas de carvalho francês por quinze meses.
Exame Visual: Vermelho-rubi intenso, com reflexos granada.
Olfato: Aromas complexos de frutas negras maduras, baunilha, chocolate, café e fumo de rolo.
Na Boca: Notas de frutas vermelhas, ameixa seca, baunilha e especiarias (um saboroso apimentado). Final longo e macio, com taninos domados.
Este vinho pode ser guardado por cerca de dez anos.
Da Esquerda para a Direita:
Maria de Lourdes e Osmar
de Salles (que nos brindaram com
o Malma Malbec) e o novel Confrade
Sílvio.
Momento de descontação
à Mesa, após o "repas".
O Confrade Marco Antonio Brasil (que
trouxe o Quinta do Crasto Reserva)
e Eliane Caldas.
Os Pratos não harmonizaram com o Vinho, porque
resolvemos não comer carne vermelha e acabamos
escolhendo uma Entrada com Bolinhos de Bacalhau
e Torradinhas com alho.
Os Pratos foram Salmão grelhado, com legumes cozidos e molho de manteiga com rosmarino.
Outro Prato foi Bacalhau a Gomes de Sá, com bastante
azeite Extra-Virgem.
Como os leitores devem ter pensado, os vinhos sobraram muito em relação aos pratos escolhidos, mostrando o que o Mestre Edgar Kawasaki sempre nos salientou e, como ele, também acho que sempre podemos aprender pela adversidade. Mas devo lembrar que a reunião foi de improviso e não estávamos muito preocupados com a hamonização. Foi um Encontro muito oportuno e divertido, que pretendemos repetir.