domingo, 6 de setembro de 2009

XXVII Encontro da Confraria do Camarão Magro: Espaço Cozinhando com Gioia

Os Anfitriões, Heloísa e José Flávio Gioia, com Marlise
Brandão e Paulo (da esquerda para a direita), Carlos e o Pres. da Confraria, Daniel Acylino. Serão abertos os trabalhos.
Como sempre, o Casal Gioia acolheu a Confraria com todo o carinho e atenção e todos se sentiram verdadeiramente em casa.













A Fachada do Espaço Cozinhando

com Gioia, com a Flâmula da Con-
fraria pairando ao alto.













Os Chefs Sílvia, Gioia e Otton,
em concentração para o início
da Jornada Enogastronômica.












Detalhe da Mesa Arrumada

com todo o cuidado dos An-
fitriões.













Aqui, mais um detalhe do Interior

do Espaço que nos acolheu, com ca-
pacidade para mais de quarenta
convidados.












O Chef Otton, no lugar

de que mais gosta.





Chef Sílvia, mostrando o
esmero
na finalização da
Entrada.














Uma Montagem das fotos tiradas
na Ocasião, cujos créditos devo à
Confreira Miriam Astuto e a Gioia.













Maria Bacelar e a
Primeira Dama, Anna.




Gioia Diplomando
o Confrade Kadu,
comoMestre em
Sabrage
.
















Gioia, diplomando
o
Confrade Carlos.





O Confrade João Luiz Manso,

em pose única.













Marlene, Marlise Brandão
e Abrahão Fizman.












Abaixo: Maria e Edgar Kawasaki, Patrono da Confraria.





Abaixo: A Famosa Mesa dos Dez,
Com Aguinaldo Aldighieri destacado
como o segundo à direita, ao lado do
neto Pedro.















Começando da esq. para a dir.
João Luiz, Bené, Denise, Maria
e Kawasaki.


















Paulo e Marlise Brandão.

















A também Chef e Confreira
Denise Linhares, por hoje
guardando distância do coman-
do da Pousada Cave do Sol e do
Restaurante Picolino, de Cabo
Frio.







Os Caldos da Entrada,

que nos fez sonhar com
o Vale do Loire.






O Desfile do Portentoso

Tannat, que escoltou o
Cassoulet.












E Vinho de Sobremesa,

que rivaliza com um
Sauternes.











Gioia, iniciando o Serviço
do Portentoso Amat.










A Deliciosa Entrada, com massa bem leve.

O Prato Principal, que segurou bem o apetite.

A Sobremesa e o vinho que a acompanhou.

VINHOS

Boas-vindas e amuse bouche: Espumante Don Giovanni Anquier Brut;

Para a entrada: Domaine Reverdy-Ducroux Beau Roy 2007;

Para o prato principal: Bodegas Carrau Amat 2004;

Sobremesa: Château Grand Marsalet 2005.

“Se você bebe moderadamente em pequenos goles de cada vez, o vinho gotejará em seus pulmões como o mais doce orvalho da manhã... Assim, então, o vinho não viola a razão, mas sim nos convida gentilmente a uma agradável alegria.”
Sócrates [470-399 A.C.] – Filósofo grego.

DOMAINE REVERDY-DUCROUX SANCERRE BEAU ROY 2007
AOC SANCERRE


Produtor: Domaine Reverdy-Ducroux, produtores desde 1550, em Verdigny-en-Sancerre, Cher, Val de Loire, França, em 30 hectares, dos quais 24 dedicados à uva Sauvignon Blanc e onde o solo é argilo-calcário.

Uvas: 100% Sauvignon Blanc.

Teor alcoólico: 12,5%.

Notas de Degustação: Amarelo pálido com reflexos verdeais. Limpo e brilhante. Aromas com notas minerais (sílex e giz), flores brancas (verbena) e frutas brancas (pêssego), evoluindo para o abacaxi fresco. Na boca, é um vinho elegante, seco e frutado (pêssego); final mineral fresco. Excelente equilíbrio. Boa Persistência.

Temperatura de Degustação: 8°C

Harmonização: Crustáceos, peixes grelhados e queijos de cabra, em especial o Crottin Chavignol, típico da região. Beber até 2011.

Bodegas Carrau Amat 2005

Produtor: Bodegas Carrau, Cerro Chapéu, Rivera, Uruguai, produzindo vinhos no país desde 1930, tendo sido fundada na Espanha, na Catalunha, em 1752.

Uvas: 100% Tannat.

Vinificação: Amat é um ícone para a vitivinicultura do Uruguai: um Tannat a 100%, elegante, macio e ricamente aromático. Foi eleito o Melhor Tannat do Mundo pela Wine Spectator (março 2007). Como os outros grandes vinhos da Bodega, é uma homenagem a um antepassado: Don Francisco Carrau Amat, um dos primeiros cultivadores de variedades tintas na Catalunha do século XIX, inspirador da produção deste vinho de alta qualidade. As melhores uvas são colhidas manualmente e fermentadas em tanques abertos. O vinho termina a fermentação em barricas, passando vinte meses de estágio em barricas novas de carvalho francês e americano. Permanece em garrafa, nas adegas da Vinícola, por um ano, antes de chegar ao mercado.

Teor Alcoólico: 13,5%.

Notas de degustação: Cor escura intensa e bom corpo. Aromas concentrados de frutas vermelhas, ameixa, passa e alcaçuz. O carvalho dá complexidade, com notas de coco e tabaco fresco, com grande estrutura, finos taninos, que conferem elegância e longevidade. O tempo em garrafa irá oferecer maior complexidade

Sugestões de harmonização: Todos os tipos de carne, embutidos, queijos fortes, salada verde com queijo parmesão, especiarias e frutas secas.

No caso presente, a meu ver, a harmonização não foi muito feliz, pois o vinho sobrou em relação ao prato, por ser muito estruturado, encorpado e potente. Acho que ficaria melhor com uma carne vermelha, com gordura, possivelmente com uma caça.

Temperatura de Serviço: 17° a 18°C.

CHÂTEAU DU GRAND MARSALET 2005
AOC MONBAZILLAC

Produtor: Domaine du Grand Marsalet, em Saint-Laurent-des-Vignes, com os vinhedos em encostas, solo argiloso e clima oceânico.

Região: Sud-Ouest, Monbazillac, Bergeracois, França.

Uvas: Semillon 70%;
Muscadelle 20%;
Sauvignon Blanc 10%.

Vinificação: Colheita manual, com fermentação em cubas/tonéis a baixa temperatura, interrompida por refrigeração. É feita a malolática. Permanece em tonéis por 15 a 18 meses.

Teor alcoólico: 13%

Notas de degustação: Cor amarelo escuro brilhante. Potente no nariz, com aromas de frutas em compota (pêssego), acácia, mel, com ligeiras notas de tostado, às quais se somam aromas adocicados. Os aromas se reencontram na boca. Vinho rico e redondo, com muito bom equilíbrio, harmônico e de boa qualidade.

Harmonização: Como aperitivo ou para acompanhar foie gras ou sobremesas. Potencial de guarda de 25 anos. Servir bem frio.

CARDÁPIO - Especialmente elaborado pelos Chefs Otton e Gioia para o Encontro “Foire aux Escargots”:

Amouse-bouche: Escargot à la sauce bourguignonne, servido no pão, com os escargots num réchaud;

ou

Patê de foie de canard com torradas, em serviço volante para os que optaram por não comer escargots.

Entrada: Escargot Napolitano com salada verde (massa fina com queijo de cabra e concassé de tomate – sem escargots para os que assim optaram).

Prato principal: Cassoulet com feijão branco, cenoura, paio, confit de pato e escargot (sem escargot para os que assim optaram).

Sobremesa: Crumble de abacaxi, canela, passas brancas com farofa de açúcar mascavo.


NOTA SOBRE O CASSOULET

O cassoulet é uma especialidade gastronômica da região de Languedoc-Roussillon, no sudoeste da França. As cidades de Carcassonne, Castelnaudary e Toulouse protagonizam uma disputada querela ancestral por sua criação.

Tal como a paella e a nossa feijoada, o prato se insere na tradição das comidas nascidas da mistura de sobras. A combinação básica é feita com feijão branco, carne de porco, tomate, alho, cebola e ervas. Outros ingredientes foram acrescentados no decorrer do tempo. A receita de Toulouse leva pato ou confit d'oie (pedaços de ganso preservados na própria gordura) e lingüiça.

A data exata de seu surgimento é desconhecida. Diz a lenda que aconteceu durante a Guerra dos 100 Anos (1337-1453), para aumentar a energia dos regimentos e enfrentar o poderio militar dos ingleses. Naquela época, a iguaria era feita com favas e se chamava ragoût. Só no século 16, passou a ser feita com feijões brancos, trazidos da América por Cristóvão Colombo.

O nome cassoulet deriva da palavra cassole, ou caçarola de barro, em que o feijão branco e as carnes eram e ainda são cozidas - a chamada cassole d'Issel. É comum, na França, encontrar latas de cassoulet já preparado, variando o preço e os ingredientes de acordo com a versão. As mais acessíveis levam feijão, molho de tomate, alguns pedaços de carne de porco e salsichas. Já as mais caras são feitas com gordura de ganso, salsichas de Toulouse, carne de ganso, cordeiro ou confit de pato.

Para finalizar, agradeceremos aos Organizadores do Evento, ao Presidente Daniel Acylino, à Confreira Anna, ao Patrono Edgar Kawasaki e aos Anfitriões, Heloísa e Gioia.



domingo, 30 de agosto de 2009

Reunião de Improviso do "Grupo dos Tops".

Na última quinta-feira, nosso Grupo se reuniu, "en petit comité", no Restaurante Ora, Pois Pois!, em Botafogo.

O formato, desta vez, foi o de se levar, espontaneamente, um vinho da preferência do Confrade.

Sabíamos, de antemão, que Marco Antônio Brasil, o fundador do Grupo, levaria um Quinta do Crasto, vinho que aprecio muito.

Vamos descrevê-lo:

Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas, 2006, 14,5% G.L., Sociedade Agrícola da Quinta do Crasto, DOC Douro, Portugal.

As uva, procedentes de vinhas de mais de 70 anos de idade, passaram por rigorosa triagem à entr. da adega. Após um ligeiro esmagamento, o mosto foi transferido para cubas de fermentação em aço inox, com remontagem automática e temperatura controlada. O vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano por 20 meses.

No visual, apresentou um rubi escuro, com reflexos violáceos;

No nariz, aromas complexos de frutas vermelhas maduras;

No gustativo, identifica-se claramente tratar-se de um vinho da Região do Douro, aliado à modernidade; é intenso, denso, macio, muito encorpado e bem equilibrado pela firme estrutura de taninos e tem um persistente final.

Malma Malbec Gran Reserva 2006,
14,5 % Vol., Bodega NQN, Neuquem,
Patagônia - Argentina.

Vinificação:

Seleção manual de cachos e grãos. Fluxo por gravidade. Três dias de maceração a frio (10ºC).Fermentação com leveduras selecionadas e maceração a 28º - 30º C durante 21 dias. Fermentação malolática completa.

Envelhecimento:

10 a 12 meses em barricas de carvalho francês e americano (100% do vinho). Oito meses em garrafa antes de ser comercializado.

Todos os prêmios recebidos por este produto:

Safra 2005:
Medalha de Ouro - Concurso Sub 30 - Avaliadores com menos de 30 anos;

Safra 2004:
Entre os três melhores vinhos argentinos - Evico 2004
Melhor Malbec - Evico 2004.
Medalha de Ouro - Vinalies 2006 - Paris.

Composição: 100% Malbec.

Local de produção: Patagônia, Argentina.

Graduação alcoólica: 14,5 % Vol.

Cor: Vermelho-rubi intenso, com toques violáceos.

No Nariz: Ameixa madura e amoras, acompanhados com toques de madeira e baunilha.

Na Boca: Encorpado e estruturado, mas harmonioso e equilibrado. Elegante, de grande caráter e longo final de boca.

Pontuação: 86 Pontos, pela Revista Wine Spectator.

Arnaldo B 2002 Gran Reserva,
Etchart - Valle de Cafayate - Salta -
noroeste da Argentina.

Os vinhedos da Etchart estão localizados a uma
altura de 1.750 m, sendo um dos mais altos do
Mundo.

O nome desse vinho foi dado em homenagem ao fundador da Vinícola, Arnaldo B. Etchart. Esse é o vinho símbolo da Bodega.

Trata-se de um vinho tinto seco, complexo e encorpado, elaborado com uvas selecionadas das castas Malbec e Cabernet-Sauvignon. Artesanalmente elaborado e guardado em barricas de carvalho francês por quinze meses.

Exame Visual: Vermelho-rubi intenso, com reflexos granada.

Olfato: Aromas complexos de frutas negras maduras, baunilha, chocolate, café e fumo de rolo.

Na Boca: Notas de frutas vermelhas, ameixa seca, baunilha e especiarias (um saboroso apimentado). Final longo e macio, com taninos domados.

Este vinho pode ser guardado por cerca de dez anos.


Da Esquerda para a Direita:
Maria de Lourdes e Osmar
de Salles (que nos brindaram com
o Malma Malbec) e o novel Confrade
Sílvio.












Momento de descontação
à Mesa, após o "repas".














O Confrade Marco Antonio Brasil (que
trouxe o Quinta do Crasto Reserva)
e Eliane Caldas.




Os Pratos não harmonizaram com o Vinho, porque
resolvemos não comer carne vermelha e acabamos
escolhendo uma Entrada com Bolinhos de Bacalhau
e Torradinhas com alho.

Os Pratos foram Salmão grelhado, com legumes cozidos e molho de manteiga com rosmarino.

Outro Prato foi Bacalhau a Gomes de Sá, com bastante
azeite Extra-Virgem.

Como os leitores devem ter pensado, os vinhos sobraram muito em relação aos pratos escolhidos, mostrando o que o Mestre Edgar Kawasaki sempre nos salientou e, como ele, também acho que sempre podemos aprender pela adversidade. Mas devo lembrar que a reunião foi de improviso e não estávamos muito preocupados com a hamonização. Foi um Encontro muito oportuno e divertido, que pretendemos repetir.


Recetas de cocina


quinta-feira, 23 de julho de 2009

XXVI Encontro da Confraria do Camarão Magro: Restaurante Cordato - Rio de Janeiro


A Vasta Entrada do Hotel Transamérica,
Barra da Tijuca, lembrando uma Nave
Espacial.


A seguir, O Casal Anna e Daniel Acylino, Presidente da
Confraria, Recebendo os Convivas. Na outra tomada,
Daniel apresenta o Chefe Pedro Pecego.













O Perfil do Continente
dos Caldos Degustados.


Da Esq. para a Dir.,
Grace, Chris, Daniel,
Simioni e Fernando.











Marcos Coelho (de vermelho),
Kawasaki, Gils, Marcos Arouche
e Aguinaldo Aldighieri.












O Belo Vinho Branco, que nos Acompanhou na Entrada,
com um restinho do SaltonEspumante Poética Brut Rosé.


O La Grola 2005, que Cortejou o Primeiro Prato.

O Nobre Frank Potts 2004, que fez as honras ao Segundo Prato.






O Vinho da Sobremesa.





Os Deliciosos Pães.


Terrine de Atum com Abacate e Tomate Cereja ao
Creme de Azeite Trufado.

Camarões Grelhados com Mousseline de Banana da
Terra e Crocante de Castanhas do Pará ao Balsâmico.



Risoto Negro de Cordeiro
com
Queijo de Cabra e
Amêndoas Torradas.





Um Segundo Prato, a
Trouxinha de Pato Confit...









O Apetitoso Creme Brullé de
Abóbora com Cardamomo.





A Confreira Miriam Astuto,
ao Centro, "Dona" da Maioria
das Fotos Publicadas.




João Luiz Manso e
Emília Leandro.











Foto Panorâmica do
Salão, com o Belo Sorriso
das Confreiras Denise e
Mercedes em Primeiro Plano.

Ao Fundo, Maria Bacelar,
Heloísa e um "Sósia de Freud".











O "tamborilado" William,
exibindo a insígnia da
Confraria e Luiz Carlos Mattos.












O Confrade Bené, também
com o Camarão Magro no
Lado Esquerdo do Peito.











Aguinaldo Aldighieri,
Feliz com a Condecora-
ção recebida.









Acima, o Alegre Casal Gioia (Heloísa e José Flávio).



Chris e a Chef Denise
Linhares, "hoje, de folga".













Maria Bacelar e Chris.











Outra Panorâmica
do Salão do Cordato,
com Sandra (primeira,
à esq.), Marcos, Joil,
Terezinha e Marcos Coelho.











Mais uma das
Mesas, com Eliane
e Luiz Mattos em pri-
meiro plano.









Vista Panorâmica,
com Marlise, Paulo
e João Luiz Manso
em Primeiro Plano.
Emília não quis
aparecer na foto!









Outra Mesa, Com
Ligia Peçanha (de Preto)
e Emília Lendro (de Costas),
em Primeiro Plano.











Marlise Brandão e
Paulo, em "total Love".













O Competente Sommelier
Bruno de Jesus,
Escoltado pelo Colega.












O "Time"de Garçons
do Cordato, Cujo Ser-
viço foi Impecável.










"Como a ave que volta ao ninho antigo
Depois de um longo e tenebroso inverno,
Eu quis também rever o lar paterno,
O meu primeiro e virginal abrigo.

Entrei. Um gênio carinhoso e amigo,
O fantasma talvez do amor materno,
Tomou-me as mãos, olhou-me grave terno,
E, passo a passo, caminhou comigo.


Era esta a sala... (Oh! se me lembro! e quanto!)
Em que da luz noturna à claridade
Minhas irmãs e minha mãe... O pranto

jorrou-me em ondas... Resistir quem há-de?
Uma ilusão gemia em cada canto,
Chorava em cada canto uma saudade".

Pois, Confrade amigo, foi com esses versos do saudoso poeta Luiz Guimarães, intitulado Visita à Casa Paterna, que aportei novamente ao seio da nossa Confraria, para um novo Encontro, mais uma vez, nesse "virginal abrigo", o Restaurante cordato(Barra da Tijuca, Rio de Janeiro).

O Encontro aconteceu, de modo inusitado, no domingo, pontualmente às 12:30 h, quando se abriu a primeira garrafa de Espumante. A Confraternização, como de costume, foi bastante divertida, oportunidade para os Convivas atualizar os mais variados temas da Enogastronomia e da Vida.

No inicio dos trabalhos, o Confrade José Flávio Gioia nos apresentou o Chef Pedro Pecego, que frequenta o Espaço "Cozinhando com Gioia", desde a mais tenra infância.


CARDÁPIO - Especialmente elaborado pelo Chef Pedro Pecego para o Encontro:

Amouse-bouche: Terrine de atum com abacate e tomate cereja ao creme de azeite trufado;

Entrada: Camarão grelhado com mousseline de banana da terra e crocante de castanha do Pará ao balsâmico;

Primeiro prato: Risoto negro de cordeiro com queijo de cabra e amêndoas torradas;

Segundo prato: Trouxinha de pato confit em massa filo com molho de jabuticaba;

Sobremesa: Creme brullé de abóbora com cardamomo.

VINHOS -

Boas-vindas e amuse bouche: Salton Espumante Poética Brut Rosé;
Para a entrada: Protos Verdejo 2007;
Para o 1º prato: La Grola 2005;
Para o 2º prato: Frank Potts 2004;
Sobremesa: Winemaster’s Reserve Noble Late Harvest 2007.

“O vinho, e ele só, é um remédio; ele alimenta o sangue do homem, ‘alegra’ o estômago e ameniza as tristezas e preocupações”.
Plínio, o Ancião [23-79 d.C.] – naturalista romano em “Tratado de História Natural”.

Passemos aos Descritores dos Vinos Degustados:

SALTON ESPUMANTE POÉTICA BRUT ROSÉ -

Produtor: Vinícola Salton, Distrito de Tuiuty, Bento Gonçalves, RS.

Elaboração: Pelo método Charmat, onde o vinho realiza a segunda fermentação em tanques herméticos de aço inoxidável (conhecidos como autoclaves), climatizados a uma temperatura permanente de 12 °C.

Uvas: 100% Pinot Noir. O nome Poética é dado em homenagem a essa uva, componente fundamental dos grandes espumantes.

Características: Cor rosé cereja, brilhante, com perlage fino e abundante; boa formação de espuma... Aromas de flores cítricas e frutos do bosque: cassis, framboesa, morango e mirtilo. Possui paladar fresco, macio e cremoso, com boa permanência de sabor de boca.

Acompanhamento: Servido como aperitivo, acompanha canapés, frutos do mar, peixes (salmão, congrio e linguado) e outros pratos de sabor leve e delicado.

Temperatura de serviço: 6° C a 8º C.

Teor alcoólico: 12%

(Vinho Magazine: 86 pontos).

PROTOS VERDEJO 2007
D.O. Rueda -

Produtor: Bodegas Protos da Ribeira Del Duero, agora na vizinha Rueda, La Seca (D.O. Rueda), Espanha.

Uvas: 100% Verdejo, uva nativa da Rueda e que tornou a região famosa por seus vinhos brancos.

Teor alcoólico: 13%

Notas de Degustação: Amarelo com tons dourados e reflexos verdeais. Limpo e brilhante. Aromas frutados, frutas tropicais, abacaxi, maracujá doce, tons de mel, mineral, grama cortada. Na boca é frutado, potente, mas não mostra os 13% de álcool, bem cobertos por uma ótima acidez. Denso e untuoso, bom percurso e longo final. Retrogosto com notas de anis, erva doce.

(Guia Peñin=90).

La Grola 2005
IGT Veronese

Produtor: Allegrini, Fumane de Valpolicella (área do Valpolicella Clássico), Veneto, Itália.
Uvas: Corvina Veronense, 70%; Rondinella, 15%; Syrah, 10% e Sangiovese, 5%, colhidas no vinhedo La Grola, em Sant’Ambrogio di Valpolicella, 310m acima do nível do mar, em solo argiloso e calcário. Colheita manual nos primeiros dez dias de outubro.

Vinificação: Fermentação a 20° C/28 °C; maceração por nove dias; fermentação malolática no mês de dezembro e depois transferência para madeira; amadurecido em madeira por 16 meses; assemblage por dois meses e maturação em garrafa por 10 meses.

Dados analíticos médios:

Acidez total: 5,4 g/l;
Teor alcoólico: 13,5%;
Açúcar residual: 2,5 g/l;

Notas de degustação: Vinho bastante encorpado, intenso e elegante. Cor rubi escuro. Aromaticamente amplo e envolvente, com nuances de frutas silvestres, ameixa e zimbro e essência de café e tabaco. Taninos macios. Pode envelhecer por 10 a 12 anos.

Sugestões de harmonização: Perfeito para ser servido com carnes vermelhas, assadas ou cozidas com molhos, especialmente cordeiro. Também é delicioso com cogumelos grelhados ou cozidos e com queijos macios envelhecidos.

Servir entre 16° C e 18° C; a garrafa deve ser aberta uma hora antes de servir.

FRANK POTTS 2004

Produtor: Bleasdale, fundada em 1850 e operada pelos donos, a quinta geração da Família Potts, sendo Michael Potts o atual enólogo. Tem a filosofia de produzir vinhos honestos, confiáveis e consistentes, usando a mais moderna tecnologia.

Região: Langhorne Creek, Austrália, uma planície de clima ameno e baixa pluviosidade.

Uvas: 67% Cabernet Sauvignon
18% Malbec;
15% Petit Verdot.

Teor alcoólico: 14,5%.

Notas de degustação: Este é o décimo segundo lançamento do principal vinho da vinícola, o Frank Potts, mais uma vez um corte de Cabernet Sauvignon, Malbec e Petit Verdot.
Com uvas colhidas na fabulosa safra de 2004, o vinho explode em sabores de amoras, cassis e menta da Cabernet, framboesas e ameixas da Malbec e cerejas negras e violeta da Petit Verdot.
Elegante, rico e de suavidade aveludada é para ser degustado com carne suculenta, agora, ou adegado até 2010 para se ter o melhor deste vinho.
(Adega: 90 pontos)

WINEMASTER’S RESERVE NOBLE LATE HARVEST 2007

Produtor: Nederburg, vinícola pioneira na África do Sul, localizada no Paarl Valley, Western Cape, cerca de 60 km de Cape Town.

Uvas: Chenin Blanc, Muscat d’Alexandrie e Weisser Riesling, oriundas dos vinhedos da Nederburg em Stellenbosch e Paarl, plantados entre 1984 e 1988, em altitude de 50 a 100 metros. A colheita ocorre de meados de março até início de maio, em temperaturas entre 24° C e 27º C.

Teor alcoólico: 11% Vol.

Notas de degustação: Cor amarela, com reflexos verdeais. Aromas complexos de mel e de frutas secas. Na boca é delicioso, com nuances de damasco e uva passa; acidez vibrante.

(Adega: 93 pontos).

No decorrer da efeméride, tivemos uma surpresa, com o Presidente Daniel Acylino condecorando os Fundadores da Confraria. Entregou a cada um deles uma bonita insígnia com o garboso camarão estampado.

Nesta altura, Mestre Kawasaki resolveu fazer os tão esperados comentários, verdadeiras aulas sobre a hamonização dos pratos com os vinhos escolhidos...

Posso afirmar que a harmonização, de modo geral, ficou satisfatória, em minha modesta opinião. Entretanto, não me atreveria a incursionar em maiores detalhes.

Então, Kawasaki começou a discorrer sobre esse tema, sua verdadeira paixão:

O Prato de Entrada, com tendência ao doce, dada pela gordura do camarão... Quanto ao Primeiro Prato, tivemos uma harmonização padrão. Sou fã do vinho La Grola, que tem uma estrutura sem ser ripasso... Esse vinho não é ripasso... É o vinho... É um vinho de tipicidade. Não tinha doce demais; não tinha sal demais... Aromas do vinho, com sua tipicidade e os da comida em harmonia plena...Funcionou muito bem... Harmonizou perfeitamente. Kawasaki gosta de Velho Mundo... Tudo bem!...

Destaque especial ao Serviço do Restaurante Cordato, à excelência da sua cozinha, que nos propiciou, já, o terceiro Encontro nas suas dependências.

Agradecimento aos organizadores do Encontro, em especial ao casal Anna e Daniel Acylino.




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