
Os Caldos da Entrada,
que nos fez sonhar com
o Vale do Loire.

O Desfile do Portentoso
Tannat, que escoltou o
Cassoulet.
E Vinho de Sobremesa,
que rivaliza com um
Sauternes.
Gioia, iniciando o Serviço
do Portentoso Amat.


A Deliciosa Entrada, com massa bem leve.

O Prato Principal, que segurou bem o apetite.
A Sobremesa e o vinho que a acompanhou.
VINHOS Boas-vindas e amuse bouche: Espumante Don Giovanni Anquier Brut;
Para a entrada: Domaine Reverdy-Ducroux Beau Roy 2007;
Para o prato principal: Bodegas Carrau Amat 2004;
Sobremesa: Château Grand Marsalet 2005.
“Se você bebe moderadamente em pequenos goles de cada vez, o vinho gotejará em seus pulmões como o mais doce orvalho da manhã... Assim, então, o vinho não viola a razão, mas sim nos convida gentilmente a uma agradável alegria.”
Sócrates [470-399 A.C.] – Filósofo grego.
DOMAINE REVERDY-DUCROUX SANCERRE BEAU ROY 2007
AOC SANCERRE
Produtor: Domaine Reverdy-Ducroux, produtores desde 1550, em Verdigny-en-Sancerre, Cher, Val de Loire, França, em 30 hectares, dos quais 24 dedicados à uva Sauvignon Blanc e onde o solo é argilo-calcário.
Uvas: 100% Sauvignon Blanc.
Teor alcoólico: 12,5%.
Notas de Degustação: Amarelo pálido com reflexos verdeais. Limpo e brilhante. Aromas com notas minerais (sílex e giz), flores brancas (verbena) e frutas brancas (pêssego), evoluindo para o abacaxi fresco. Na boca, é um vinho elegante, seco e frutado (pêssego); final mineral fresco. Excelente equilíbrio. Boa Persistência.
Temperatura de Degustação: 8°C
Harmonização: Crustáceos, peixes grelhados e queijos de cabra, em especial o Crottin Chavignol, típico da região. Beber até 2011.
Bodegas Carrau Amat 2005Produtor: Bodegas Carrau, Cerro Chapéu, Rivera, Uruguai, produzindo vinhos no país desde 1930, tendo sido fundada na Espanha, na Catalunha, em 1752.
Uvas: 100% Tannat.
Vinificação: Amat é um ícone para a vitivinicultura do Uruguai: um Tannat a 100%, elegante, macio e ricamente aromático. Foi eleito o Melhor Tannat do Mundo pela Wine Spectator (março 2007). Como os outros grandes vinhos da Bodega, é uma homenagem a um antepassado: Don Francisco Carrau Amat, um dos primeiros cultivadores de variedades tintas na Catalunha do século XIX, inspirador da produção deste vinho de alta qualidade. As melhores uvas são colhidas manualmente e fermentadas em tanques abertos. O vinho termina a fermentação em barricas, passando vinte meses de estágio em barricas novas de carvalho francês e americano. Permanece em garrafa, nas adegas da Vinícola, por um ano, antes de chegar ao mercado.
Teor Alcoólico: 13,5%.
Notas de degustação: Cor escura intensa e bom corpo. Aromas concentrados de frutas vermelhas, ameixa, passa e alcaçuz. O carvalho dá complexidade, com notas de coco e tabaco fresco, com grande estrutura, finos taninos, que conferem elegância e longevidade. O tempo em garrafa irá oferecer maior complexidade
Sugestões de harmonização: Todos os tipos de carne, embutidos, queijos fortes, salada verde com queijo parmesão, especiarias e frutas secas.
No caso presente, a meu ver, a harmonização não foi muito feliz, pois o vinho sobrou em relação ao prato, por ser muito estruturado, encorpado e potente. Acho que ficaria melhor com uma carne vermelha, com gordura, possivelmente com uma caça.
Temperatura de Serviço: 17° a 18°C.
CHÂTEAU DU GRAND MARSALET 2005
AOC MONBAZILLAC
Produtor: Domaine du Grand Marsalet, em Saint-Laurent-des-Vignes, com os vinhedos em encostas, solo argiloso e clima oceânico.
Região: Sud-Ouest, Monbazillac, Bergeracois, França.
Uvas: Semillon 70%;
Muscadelle 20%;
Sauvignon Blanc 10%.
Vinificação: Colheita manual, com fermentação em cubas/tonéis a baixa temperatura, interrompida por refrigeração. É feita a malolática. Permanece em tonéis por 15 a 18 meses.
Teor alcoólico: 13%
Notas de degustação: Cor amarelo escuro brilhante. Potente no nariz, com aromas de frutas em compota (pêssego), acácia, mel, com ligeiras notas de tostado, às quais se somam aromas adocicados. Os aromas se reencontram na boca. Vinho rico e redondo, com muito bom equilíbrio, harmônico e de boa qualidade.
Harmonização: Como aperitivo ou para acompanhar foie gras ou sobremesas. Potencial de guarda de 25 anos. Servir bem frio.
CARDÁPIO - Especialmente elaborado pelos Chefs Otton e Gioia para o Encontro
“Foire aux Escargots”:Amouse-bouche: Escargot à la sauce bourguignonne, servido no pão, com os escargots num réchaud;
ou
Patê de foie de canard com torradas, em serviço volante para os que optaram por não comer escargots.
Entrada: Escargot Napolitano com salada verde (massa fina com queijo de cabra e concassé de tomate – sem escargots para os que assim optaram).
Prato principal: Cassoulet com feijão branco, cenoura, paio, confit de pato e escargot (sem escargot para os que assim optaram).
Sobremesa: Crumble de abacaxi, canela, passas brancas com farofa de açúcar mascavo.
NOTA SOBRE O CASSOULETO cassoulet é uma especialidade gastronômica da região de Languedoc-Roussillon, no sudoeste da França. As cidades de Carcassonne, Castelnaudary e Toulouse protagonizam uma disputada querela ancestral por sua criação.
Tal como a paella e a nossa feijoada, o prato se insere na tradição das comidas nascidas da mistura de sobras. A combinação básica é feita com feijão branco, carne de porco, tomate, alho, cebola e ervas. Outros ingredientes foram acrescentados no decorrer do tempo. A receita de Toulouse leva pato ou confit d'oie (pedaços de ganso preservados na própria gordura) e lingüiça.
A data exata de seu surgimento é desconhecida. Diz a lenda que aconteceu durante a Guerra dos 100 Anos (1337-1453), para aumentar a energia dos regimentos e enfrentar o poderio militar dos ingleses. Naquela época, a iguaria era feita com favas e se chamava ragoût. Só no século 16, passou a ser feita com feijões brancos, trazidos da América por Cristóvão Colombo.
O nome cassoulet deriva da palavra
cassole, ou caçarola de barro, em que o feijão branco e as carnes eram e ainda são cozidas - a chamada
cassole d'Issel. É comum, na França, encontrar latas de cassoulet já preparado, variando o preço e os ingredientes de acordo com a versão. As mais acessíveis levam feijão, molho de tomate, alguns pedaços de carne de porco e salsichas. Já as mais caras são feitas com gordura de ganso, salsichas de Toulouse, carne de ganso, cordeiro ou confit de pato.
Para finalizar, agradeceremos aos Organizadores do Evento, ao Presidente Daniel Acylino, à Confreira Anna, ao Patrono Edgar Kawasaki e aos Anfitriões, Heloísa e Gioia.