sexta-feira, 8 de julho de 2011

Des Amis du Mouton Degustam o Vinho do Vlad, Aceitam o Vinha do Putto e provam o El Picón em Noite de Grande Euforia.

Professor Roberto Rodrigues introduz o El Picón ao Grupo, sob o alhar atento de Márcia Parente.
Em mais um Encontro cheio de novidades, Des Amis du Mouton expressaram enorme euforia, quiçá motivada pelos nomes incomuns dos vinhos degustados, capazes de revolver as mais arcaicas fantasias, que habitam o recôndito da alma de cada um de nós.

A bela cor do Chardonnay australiano: Segundo alguns, o "melhor chardonnay da Austrália"!
Os vinhos se foram desvelando, pouco a pouco... O Gewürztraminer da Elena, o Chardonnay da Giaconda, o El Picón, o Vinha do Putto, um Cabernet da Transylvania, um Franciacorta... E, por fim, uma Vodka Polonesa de excelência.

Ubiraci Santana (de vermelho), Leonardo Carvalho e Godofredo Duarte.

João Luiz Caputo, Márcio Monteiro e Joaquim Diniz (de vermelho).

Godofredo e Cláudia Dacorso: Profundezas do vinho.

Des Amis du Mouton, em foto emblemática.

Danielle Eisemberg: Prevenida contra o inverno carioca.

Gewürztraminer Alto Adige 2008, do Produtor Italiano Elena Walch. Uma explosão de aromas de flores brancas e frutas, cítricos, maracujá, abacaxi e lichia.

Chardonnay Mantua Vineyard, do Produtor Giaconda, Austrália.
Vinho de bela cor amarelo-ouro clara, brilhante e muito transparente, com nítidos aromas de baunilha, frutas cítricas, maçã, abacaxi, pêssego, melão e maracujá (maduros) e um agradável amanteigado. Potente na boca, revela boa estrutura, equilíbrio e corpo. Foi um dos
10 vinhos premiados na ExpoVini Brasil 2011.

Parcela El Picón D.O.C. Ribera del Duero, 2004, 14,5 % Vol., Tempranillo, do Produtor Pago De Los Capellanes - Pedrosa De Duero - Burgos - Espanha.
Vinho elaborado a partir de uma parcela de dois hectares da Casta Tempranillo. Passa 26 meses por barricas de carvalho francês novas, para ser engarrafado sem filtragem. Revela uma profusão de aromas de baunilha, violeta, algo defumado e mineral, especiarias (canela, noz-moscada), caramelo e geléia de amoras maduras. Vinho muito encorpado, estruturado e de textura aveludada. Permite a guarda por longos anos na adega. Recebeu 97 Pontos, numa avaliação de Robert Parker. Em suma, um vinhaço, que agradou a todos! O Grupo agradece a Jesús por essa dádiva do Olimpo (referência a Jusús Ruiz Santamaría, da Importadora La Rioja, que colaborou para que Roberto Rodrigues revelasse esse vinho ao Grupo).

Vinha Do Putto, 13,5 % Vol., Campolargo, Bairrada, Portugal: Tinta Roriz, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon. Bom vinho. Fiquei com vontade de degustar novamente.

Cabernet-Sauvignon The Legend of Transylvania 2005, 13,5 % Vol. - Cramele Recas DOC - Romênia. Vinho frutado, com aromas de baunilha (passa por barricas de carvalho romeno). De corpo mediano, com boa acidez e estrutura. Taninos bem domados. Seu estilo lembra os vinhos tradicionais da Rioja. Dificilmente reconheceríamos esse vinho como sendo um Cabernet-Sauvignon. Estaria melhor se o tivéssemos degustado há um ano. Este foi o vinho extra da noite, da adega do Mesa de Baco.

Franciacorta Brut DOCG - 100 % Chardonnay - Az. Agr. Le Marchesine - Passirano - Itália.
Colheita a mão em pequenas caixas, muito lenta e suave prensagem das uvas inteiras. Fermentação controlada entre 17 e 19 graus Celsius, com leveduras indígenas, a fim de manter os sabores e aromas de Franciacorta. Amadurecido em tanques de aço inoxidável. Nos meses de março e abril, foi engarrado, para a fermentação secundária. As garrafas são armazenadas em salas de envelhecimento, em temperatura controlada (12 a 14 Graus Celsius), durante pelo menos 36 meses. Bela cor amarelo-palha clara e brilhante. Perlage fino e persistente. No nariz, é intenso, fino e complexo. Aromas cítricos, como lima (limão siciliano?), fermentos, pistache, amêndoas tostadas e algo mineral; fresco e sápido.

Siwucha Vodka 40 % Vol. - V&S Luksusowa - Polônia.
Não sou apreciador de destilados, como já mencionei aqui. Mas esta Vodka impressionou a todos os membros do Grupo.













quarta-feira, 22 de junho de 2011

Des Amis de Mouton Degustam um Retsina e um Pinot Noir do Novo Mundo


O Professor Roberto Rodrigues apresenta nossa nova Confreira Danielle Eisemberg, que ingressou no Grupo, sendo muito bem recebida por todos.

Roberto e Márcia Parente: Entusiasmo enebriante.
Depois de longo período, de vastas andanças, cheguei à ABS para uma nova degustação, mais um Encontro da Confraria Des Amis du Mouton. Iria rever os Confrades, novos caldos, novos rumos, meio nostálgico.

João Luiz Caputo, rcio Monteiro(ao centro) e Joaquim Diniz.
Invocando o Poeta e amigo Jaime Caetano Braun: "Meus irmãos de território... El pajador das missões, que repontou dos fogões seu bárbaro repertório... Que chega para um ajutório, do nativismo e da crença. Cantar é mais do que uma doença, que mau olhado ou quebranto e eu sou viciado no canto... E canto, se dão licença.

Uma Visão Panorâmica da Mesa de Degustação.
Tetraneto de cacique, bisneto de curandeira, trago um breve da parteira e dos ranchos de pau a pique. Isso talvez justifique essa imponência baguala do cantor, que quando fala, do sorsal, que quando canta, brotam notas da garganta, que até o silêncio se cala.

Godofredo Duarte (esquerda) e Leonardo Carvalho
E se fui índio primeiro deste chão abarbarado, antes de ser espoliado pelo ibérico estrangeiro... Depois de ser missioneiro, não caí sem resistência e, na bárbara pendência, do taura, sem Deus, nem lei, eu mesmo me aquerenciei dentro da própria querência.

Ubiraci Santana - Cada vez mais duro na avaliação dos vinhos.
E se ela me foi tomada, num raio guacho de luz, quando a beleza da cruz curvou-se à força da espada, extinta a chama sagrada, que toda cultura encerra... Eu, que fui morto na guerra, num barbaresco repuxo, me transformei em gaúcho e renasci sobre a terra"...

Caputo foi ovacionado pelo Grupo, em sua redenção pelo bom vinho e fiambres.
Mas vamos aos vinhos degustados, pois não só de poesia vive o homem:

Anquier Espumante Brut, Don Giovanni, para "fazer a boca". Como de costume, a degustação começou com um Espumante Nacional. Roberto o classificou como um dos melhores já servidos nos nossos Encontros. Dezoito meses no processo champenoise. Bento Gonçalves - Serra Gaúcha/RS: 75% de Chardonnay e 25% de Pinot Noir. Possui bom perlage, com borbulhas finas e persistentes. Apresenta coloração amarelo-palha, com tons dourados. No nariz, revela aromas agradáveis de maçã, abacaxi, pão tostado, manteiga, mel... Na boca, bom equilíbrio, bom corpo e final agradável..

Ritinitis Noble (Phtinithe Nobilis) D.O.C. Retsina, N/S., 12 % Vol., do Produtor Gaia Wines, Grécia.
Da casta Roditis, revela bela cor amarelo-palha clara, muito transparente e brilhante. Intensos aromas de pinho, resina, palmito assado, maçã cozida, funcho; cítricos (casca de limão), tomilho, mineral, amendoim torrado (paçoca). No fundo de taça, nítidos aromas que lembram o tradicional Vick VapoRub. Em suma, um vinho diferente, exótico, que ninguém conhecia no Grupo, nem sequer suspeitava... Já tinha lido sobre esse vinho e sabia ser do tipo que quase ninguém gosta. Obteve a Nota 89,10, como Média do Grupo. Harmoniza com Pratos Regionais, como saladas gregas com pimentão e necessita do clima da Grécia para ser apreciado... Aí, o vinho deve crescer!
A história do Vinho Retsina remonta à Antiguidade. As ânforas de cerâmica, onde era colocado o vinho, eram fechadas com essa seiva, para que o vinho não estragasse de modo muito rápido, devido à entrada de oxigênio. Os aromas de resina passam para o vinho. Na produção desse vinho, é importante que se utilizem apenas uvas de primeira qualidade e se tenha muito cuidado na
vinificação. A base é um vinho branco da uva Roditis (ou da casta Savatiano), geralmente da região de Ática, adicionando-se uma dose calculada de seiva de pinus. É isso que atribui ao vinho o seu aroma característico e faz com que a durabilidade seja maior.
Entretanto, mesmo após a utilização de barris de madeira e de garrafas de vidro, os gregos continuaram a utilizar a seiva para dar esse típico aroma ao vinho, mantendo a tradição. No final dos anos 70, esse vinho saiu de moda, já que os produtores renderam-se às técnicas modernas
da produção. Atualmente, tem havido algo como um renascimento desse vinho e a produção tem aumentado.

Terre di Franciacorta DOC, 2003, do Produtor CA' DEL BOSCO - 100 % Chardonnay.
Aromas de baunilha, lácteos, flores brancas, mel, lima, maçã cozida, laranja, pêssego em calda, doce de leite (bala de), abacaxi, pimenta branca, cravo, casca de pão torrado... Obteve a Nota 92, como Média do Grupo.

A rolha chamou a atenção pelo seu tamanho (cerca de 5 cm)!

Finca Dofí 2006, 14,5 % Vol., DOC Priorat, Espanha, do Produtor Alvaro Palacios.
Aromas de baunilha, leite-de-rosas, cereja, cassis, ameixa preta, caramelo, amêndoa torrada, especiarias (canela, noz moscada); um frescor, como louro, aniz estrelado; café... Recebeu a Nota 90, como Média do Grupo.

The Crusher Wilson Vineyard 2008, 13,5 % Vol., do Produtor Tree Loose Screws, Califórnia.
Uma profusão de agradáveis aromas de baunilha, violeta, groselha, ameixa preta, fiambres com azeitonas discretamente defumados, pele de salame, pastrami, café, tabaco... Ofertado pelo Confrade Caputo, veio junto com deliciosos pães e fiambres diversos, além de queijos de qualidade indiscutível. O Grupo o aplaudiu e lhe conferiu a Nota de 88,50, como Média.

Cuvée Marianna Extra Brut, N/V., do Produtor Arunda, Trentino-Alto Adige - Itália.
Aromas de fermentos, nozes, abacaxi em calda e lácteos (queijo grana padano). Trata-se de um bom Espumante italiano, mas perde para o Ferrari Perlé, de menor preço e de qualidade bastante superior. Bem, é difícil alcançar um Ferrari...

Reverse Six 2007, 14,5 % Vol., Winery Arts, La Rioja, Espanha. Tempranillo e Merlot.
Vinho extra da Noite, servido para acompanhar os fiambres. Agradou bastante e harmonizou.