domingo, 9 de maio de 2010

Des Amis du Mouton Degustam Vinhos da Casta Cabernet-Sauvignon


O Professor Roberto Rodrigues iniciou a Degustação de Vinhos da casta Cabernet-Sauvignos, após abrir o vinho que nos foi ofertado pelo Confrade João Luiz Caputo.

Uma visão panorâmica da Mesa de Degustação da ABS-Rio, onde o Grupo se reúne.

Roberto Rodrigues, após ouvir uma frase engraçada do fotógrafo, ao lado de Márcia Parente.

O Sommelier Joaquim, que já havia secado umas três ou mais taças de vinho.

O australiano First Eleven Cabernet-Sauvignon. 15 % Vol., Coonawara 2005, do Produtor Jim Barry, que fechou com 89,70 Pontos como Nota Média do Grupo. Vinho com bela cor vermelhorrubi escuro, escorregadio, com reflexos alaranjados, de leve opacidade para opaco e brilhante. No Exame Olfativo, é franco, amplo, fragrante já com aromas etéreos e frutado. Aromas de canela, baunilha, café, caramelo, alcaçuz, nozmoscada, ameixa em calda (etéreo), pimenta do reino, páprica doce, pimenta (chilli)... Na boca, é seco, sápido, equilibrado, macio, encorpado e com taninos equilibrados. Nos aromas de boca, o vinho se mostrou de equilibrado para harmônico, finíssimo, de intenso para muito intenso e de persistente para muito persistente.

Este foi o Vinho Extra, branco, ofertado por João Luiz Caputo, Insolia,
IGT Sicilia, cuja avaliação foi interrompida por estar Defeituoso, praticamente sem acidez (oxidado).

Cabernet-Sauvignon (Gran Familia) 2002, 14,5 % Vol., da De Martino, que obteve a 83,40 Pontos como Nota Média do Grupo.


Casa Real Reserva Especial Cabernet-Sauvignon, 2005, 14 % Vol. Alcançou 89,70 como Nota Média do Grupo.


A Confreira Márcia Parente propõe um brinde.


O Espanhol Gran Reserva de Fondillón, 15 % Vol., safra 1980, "Vinho Generoso",
do Produtor Salvador Poveda, DOC Alicante (procede das melhores uvas da Cepa Monastrell de uma safra melhor, de um só ano, "vino criado y envejecido en toneles de roble" por longos anos). Foi engarrafado em 1990, no montante de 6.000 garrafas. De bela cor Amarelo-Âmbar escuro, com reflexos alaranjados, denso, muito trasparente e brilhante. Aromas de frutas secas, damasco, mel, amêndoas... Atribuí-lhe a nota 98.

Para o final dos trabalhos, nosso Confrade João Luiz Caputo nos surpreendeu com acompanhamentos de diversos pães, deliciosos queijos (variados) e fiambres de excelente paladar.





sábado, 10 de abril de 2010

XXIX ENCONTRO DA CONFRARIA DO CAMARÃO MAGRO - REST. ALBAMAR

Partindo-se da Esquerda, William Souza, Trajano Viana, Benedito Mendonça, Edgar Kawasaki (Fundadores), Daniel Acylino e Aguinaldo Aldighieri (também fundador).

O Presidente Daniel Acylino apresenta Trajano Viana, um dos fundadores e o Primeiro Presidente da Confraria, aos Membros e seus Convidados. Trajano tem estado longe dos Encontros, por estar fazendo um importante doutorado, na Universidade Federal de Santa Catarina. Veio para comemorar o Aniversário da Confraria.


Os Fundadores, em Foto de 13/04/2004: Os já mencionados com Rodrigo Mota e Carlos Cabral.


Os Três Presidentes: Aguinaldo Aldighieri, Trajano Viana e Daniel Acylino.


Grace Caxiano. Simioni e Aldighieri.

A grande animação das Confreiras... A partir da Esquerda, Marlise Brandão, Maria Bacelar, A Chef Denise Linhares, Emília Leandro, Sílvia Feiner e Lígia Peçanha.

Os Deliciosos Canapés Frios.


O Prato de Entrada.



Prato Principal.


A Deliciosa Sobremesa.

ESPUMANTE ADOLFO LONA NATURE (Ou "PAS DOSÉ")

Produtor: Vinícola Adolfo Lona, Garibaldi, Serra Gaúcha.

Método: Champenoise, sem adição de licor de expedição.
Uvas: 78% Chardonnay, 7% Merlot e 15% Pinot Noir. A presença de uma pequena percentagem de blanc de noir merlot permitiu reduzir ligeiramente a acidez, tornando espumante mais amável.

Visual: Cores pálidas e transparentes, com um perlage intenso e persistente.
Paladar: Complexo, com a leveza dada pela harmonia entre acidez e álcool. A ausência absoluta de açúcares é um desafio que exige esse equilíbrio.
Nariz: Aromas refinados com toques de pão torrado e mel.
Teor alcoólico: 12%.

Harmonização: Excelente para acompanhar aperitivos e refeições de pratos frios, peixes e carnes brancas.
Temperatura de Serviço: 4°a 8°C.


ESPUMANTE ADOLFO LONA BRUT ROSÉ

Produtor: Vinícola Adolfo Lona, Garibaldi, Serra Gaúcha.
Método: Charmat.
Uvas: 40% Chardonnay e 60% Pinot Noir. A predominância do blanc de noir assegura a característica principal desse espumante: aromas e sabores marcantes e típicos.
Visual: Rosé, com perlage intenso e persistente.
Paladar e Nariz: Aromas e sabores delicados, agradáveis com marcante personalidade.
Teor alcoólico: 12%.
Harmonização: Ideal para acompanhar aperitivos como patês e queijos e pratos frios e quentes à base de peixes e carnes leves.
Temperatura de Serviço: 4°a 8°C.

NÚBIO SAUVIGNON BLANC 2008

Produtor: Cooperativa Agrícola de São Joaquim, São Joaquim, Serra Catarinense.
[nubiosb_g.jpg]
Uvas: 100% Sauvignon Blanc, plantadas em espaldeira, com colheita manual e prensagem direta das uvas inteiras e fermentadas em cubas de inox com controle de temperatura.

Visual: Amarelo claro brilhante.
Paladar: Marcante com boa estrutura e persistência de sabor, fácil de beber e com sabor que lembra uma salada de frutas.
Nariz: Expressão aromática intensa de figos, frutas tropicais frescas como maracujá, manga e goiaba, mescladas com notas de pimenta.
Teor alcoólico: 14%.

Harmonização: Ideal para iniciar qualquer refeição, harmoniza bem com canapés, saladas, frutos do mar, aves e queijos de cabra.
Temperatura de Serviço: 5°a 7°C.

POMINO BIANCO 2007

Produtor: Marchesi de Frescobaldi, Pomino, Toscana, Itália, nos seus vinhedos do Catello di Pomino.
Denominação: Pomino Bianco DOC. Zona da Toscana com vocação para o cultivo de uvas brancas, como Chardonnay e Pinot Bianco, lá plenamente aclimatadas há vários anos.
Uvas: Chardonnay e Pinot Bianco predominantes, com variedades complementares. Vindima em setembro, com colheita manual. Fermentação: 75% em aço entre 16° e 18°C e 25% em barricas. entre 19° a 23°C (as uvas mais maduras), com variedades separadas, por 21 dias. Fermentação malolática em barricas.Afinamento: 4 meses em aço, 3 meses em barrica e 1 mês em garrafa.

Notas de Degustação: Bela cor amarelo palha intenso, com reflexos verdeais. Surpreende no nariz, com fragrâncias florais, acompanhadas de aromas de pera e maçã e figo seco. Boa acidez, corpo harmônico, bom equilíbrio e final macio e persistente.
Teor alcoólico: 12,5%.

Harmonização: Como aperitivo, com antepastos vegetarianos e peixes, como salmão.

QUINTA DO CRASTO PORTO LBV 2005


Produtor: Quinta do Crasto, Situada na margem direita do Rio Douro, entre a Régua e o Pinhão. A Quinta do Crasto é uma propriedade com cerca de 130 hectares, dos quais 70 são ocupados por vinhas. Com localização privilegiada na Região Demarcada do Douro, é propriedade da família de Leonor e Jorge Roquette há mais de um século. Tal como as grandes Quintas do Douro, a sua origem remonta a tempos longínquos (o nome CRASTO, deriva do latim castrum, que significa Forte Romano).
Castas: Vinhas Velhas.
Sistematização: Vinha Tradicional em Socalcos.
Idade: > 60 anos.
Exposição: Nascente / Sul.
Solo: Xisto.
Denominação de Origem: Porto.
Ano: 2005.
Graduação Alcoólica: 19,23%.

Tecnologia de Vinificação: As uvas, provenientes de Vinhas Velhas, foram transportadas em caixas de plástico alimentar e sujeitas a uma rigorosa triagem à entrada da adega. Após um suave esmagamento sem desengace, foram enviadas para um lagar tradicional de pedra onde foram pisadas por homens em intervalos regulares. Posteriormente foi-lhe adicionada aguardente vínica, parando assim a fermentação.

Envelhecimento: Quinta do Crasto Porto LBV 2005 estagiou em tonéis de carvalho de 9000 litros, onde permaneceu cerca de 4 anos. Foi engarrafado, sem qualquer colagem ou filtração, estando sujeito durante o seu envelhecimento, a criar um ligeiro depósito.

Engarrafamento: Em julho de 2009; 29.888 garrafas (0,75 Litros). 5.177 garrafas (0,375 Litros).

Cor: Violeta escuro.

Aroma: Grande frescor e intensidade aromática. Excelente complexidade com notas que fazem lembrar flor de esteva, aromas silvestres e ligeiros frutos secos.
Boca: Inicio muito elegante, estrutura compacta de volume correcto, taninos redondos e finos de grande profundidade, tudo em perfeita harmonia. Final intenso, elegante, muito fresco e de excelente persistência.

Enólogos: Manuel Lobo e Tomás Roquette

CARDÁPIO:


Chef Luiz Incao e os Três Presidentes, na visita ao Salão.


O Time de Garçons que mostrou preparo e agilidade.


O Chef Incao fala sobre detalhes dos Pratos servidos.

Para o nosso almoço o Chef Luiz Incao programou os seguintes pratos e canapés:

Canapés Frios:
• Patê de Foie Grás com Chutney de Frutas Vermelhas;
• Queijo Ementhal com Pumpernickel;
• Salmão Marinado com Dill;
• Caviar de Berinjela com Lascas de Amêndoas.

Espumantes Adolfo Lona Brut Rosé e Nature Pas Dosé.

Couvert Especial

Entrada:

Carpaccio de Palmito Fresco Pupunha Petrópolis com Camarão de Cativeiro ao Molho Vierge e Torradas
Núbio Sauvignon Blanc 2008.

Prato Principal:

Filé de Bacalhau Fresco Saith cozido no Azeite em baixa temperatura com Crosta de Ervas e Confit de Tomate
Vallegarcía Viognier 2004.

Sobremesa:

Tortinha Morna de Chocolate com Avelã e Sorvete de Baunilha.
Quinta do Crasto Porto LBV 2005

Água mineral, Café, Chás e "Petit Fours".


Uma das animadas mesas.


O casal Miriam Astuto e Marcos Arouche.



O Casal Grace Caxiano e Simioni.


O Casal Eliane e Luiz Carlos Mattos.


Grace e José Flávio Gioia.


Georgeana Macedo Rezende e Regina Guedes Moreira Guimarães, Convidadas.



Georgeana, Acylino, Marlise e Sílvia.


O Casal Paulo e Marlise.


O Casal José Flávio Gioia e Heloísa.


Confreiras Maria Bacelar e Denise Linhares.


Sílvia Feiner e Lígia Peçanha.


Edgar Kawasaki e Bené.


O "Imperador Aguinaldo I" e José Paulo Gils.


A Flâmula da Confraria.


O Bolo de Aniversária da Confraria e as Homenagens.


João Luiz Manso, com a taça de Porto em punho, antes de cortar o Bolo.
Comemoramos o seu Aniversário junto com o da Confraria.


O Casal Gioia brindou os Presidentes da Aniversariante Confraria com um coração recheado de chocolates.
Trajano, Daniel e Anna Norberta.


Aqui, fica o brinde final, da nossa Confreira Miriam Astuto, a fotografa oficial da Confraria, foi auxiliada pela Primeira Dama, Anna Norberta. Agradecemos pelo belo trabalho de registro do Evento.

Agradecemos ao Restaurante Albamar, reinaugurado no ano passado, pela amável acolhida e pelo competente Serviço.

Documento da História Resumida da Fundação da Confraria, por Trajano Viana.






















Des Amis du Mouton Degustam Cervejas

Em nossa último Encontro, na noite de 7 de abril (2010), O professor Roberto Rodrigues convidou o Grupo para extender os trabalhos em um bar, "a Casa Cervejeira do Carioca" - o simpático e acolhedor Herr Brauer, que se situa no Bairro do Flamengo. De pronto, pensei que seria uma heresia, uma afronta ao Deus Baco e às demais divindades que regem o Mundo do Vinho. Meio relutante, aceitei... Afinal, seria uma nova experiência e uma oportunidade de continuar desfrutando da companhia dos Confrades. O Evento me remeteu a uma viagem a Munique, na Baviera, Alemanha, terra onde as cervejarias podem comportar uma enormidade de apreciadores, chegando à casa dos quatro mil "habitantes", termo cunhado por mim. Pois é ali que, também, se encontra a famosa fábrica da Bayerische Motoren Werke AG, ou BMW e, não muito distante, em Stuttgart, a da concorrente Mercedes-Benz. Afinal, nem só de excelentes cervejas vive o povo alemão.

Escultura de Gustaf Vasakyrkan em Estocolmo "Os santos triunfam sobre a heresia". Fonte: Wikipédia.

Marienplatz, em Munique, que pode ser considerada a "Capital da Cerveja", em foto cedida por João Frederico Abo-Gaux, por ocasião de seus estudos da Língua Alemã, no Instituto Goethe da cidade bávara.


O belo prédio da HofBräuhaus - HB - München, em foto de Daniel Meyer.
A típica garçonete da HB, carregando várias canecas de cerveja, sem bandeja, segurando-as apenas pelas alças, em foto do Site Mestre Cervejeiro, ao qual devo agradecimentos.

Oktoberfest em Munique (Foto: Michael Dalder/Reuters).

Barris de Cerveja junto ao imponente prédio da HB, em foto do Site da Empresa.
O Vasto interior da Cervejaria, em foto da Home Page da HB.

Roberto Rodrigues, ao discorrer sobre os diversos tipos de cerveja, principalmente
a respeito das que iríamos degustar no Herr Brauer, que significa "Senhor Cervejeiro",
na língua alemã. Começou falando da Deus...
A Fabulosa Cerveja Deus, 750 ml, 11,5 % Vol.,elaborada pelo Método Champenoise, produzida na Bélgica e maturada na França.

Exame Visual -

Cor dourada (clara) e brilhante. Efervescente, com bolhas muito pequenas, que sobem para a superfície do líquido, formando um colarinho branco.

No Nariz, revela um conjunto aromático de grande complexidade, com frangrâncias de hortelã, gengibre, maçãs frescas... Especiarias (pimenta, cravo-da-Índia), malte, pera, lúpulo...

Na Boca, é de sabor complexo, delicado e refrescante. Não nos deixa perceber o seu elevado grau de alcoolicidade. No ataque, nota-se um suave perpassar pelo pálato e, depois, aparecem as suas características de espumante. Final deliciosamente seco, com propriedades adstringentes.

Realmente, é uma cerveja inesquecível, mesmo para quem não é aficionado à bebida.
deus1.jpg
A Cerveja Deus, em sua garrafa de Champagne, de contornos harmônicos.


La Trape, Cerveja dos Monges Trapistas, 7 % Vol., Holandesa.
A Deliciosa Paulaner Hefe-WeissBier (München) 500 ml, com 5,5 % Vol. de aromas de puro cravo, aromas frutados, de sabor persistente. No final, um acentuado amargor.
A Cerveja Catarinense Eisenbanh, que também agradou aos degustadores.
Bohemia Confraria, Cerveja tipo Abadia.
Cerveja Erdinger Pikantus, 7,3 % Vol., pedida por Robero Rodrigues. O nome me pareceu familiar... Então, me lembrei da camihonete Kia Picanto, que vem fazendo sucesso.
O copo especial da Cerveja Deus, de belo design, que valoriza a Deus.

Uma Caneca da HB, trazida como relíquia, quando da minha
visita àquele Templo, onde pedi um "Plate" para acompanhar
a cerveja (Prato com seis tipos de Salsichas, acompahadas de
Chucrute e "kartoffel", isto é, batata inglesa).
Copo sueco para cerveja, presente recebido.
No final, a Casa ofertou um Licor Fino de Cerveja. Bier Likör,
30,47 % Vol., que foi bastante apreciado pelos Confrades.
Godofredo Duarte, examinando a cor da Paulaner. Um Arquiteto, que,
além dos seus conhecimentos sobre reciclagem de material de construção
(vide recente entrevista à Globo On),também se mostra interessado nas"louras geladas".
O Sommelier Joaquim, revelando a satisfação com a portentosa cerveja.
Bem, espero haver podido compartilhar com os leitores a experiência de haver
degustado essas cervejas, sem me alongar demais no tema...