quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Des Amis du Mouton Degustam Três Grand Cru Classés de Bordeaux e Um Bom Espanhol.

Mestre Rodrigues Dirige os Trabalhos da Noite, ao lado de Márcia Parente.

Pois confrade amigo, em 28/08 pp., tivemos o Primeiro Encontro da Confraria Des Amis du Mouton do Segundo Semestre deste ano. Começamos bem, uma vez que o Mestre Roberto Rodrigues anunciou que degustaríamos três vinhos de Bordeaux (Três Grand Cru Classés). Como sempre, a Degustação foi às Cegas.

A Região de Bordeaux é considerada por muitos a região que produz os melhores, mais caros e os mais emblemáticos vinhos do mundo, sendo os seus vinhedos dez vezes mais extensos que os da Nova Zelândia. São perto de cento e vinte mil hectares de vinhedos, com uma produção de seis e meio milhões de hectolitros ao ano. Acredita-se que os romanos foram os pioneiros no cultivo da vinha em Bordeaux. Mas o comércio de vinhos se iniciou somente no Século XII, com a área já sob o domínio inglês. 

A história me parece bonita e trata do casamento da Duquesa Eléanor da Aquitânia com Henrique Plantageneta, mais tarde coroado Henrique II da Inglaterra. Tudo isso aconteceu no distante ano de 1152 e esse fato abriu as portas comercias com a Inglaterra. O domínio da Coroa Inglesa durou até 1453, mas o comércio foi mantido. Pois esta vasta área, onde os belos castelos se espalham ao longo dos caminhos, é banhada por caudalosos rios e inúmeros canais. Daí vem a origem do termo bordeaux (au bord de l'eau), que significa à beira d' água. Assim, os rios mais importantes que demarcam a região são o Garronne, o Dordogne, que se juntam para formar o vasto Gironde, indo desembocar bem à frente, no Atlântico.


O Monitor Márcio Monteiro, Godofredo Duarte e a Novel Confreira Glenda, 

Os vinhedos são, portanto, divididos, basicamente, em propriedades ou Châteaux da Margem Esquerda do Gironde e os da Margem Direita. Na Margem Esquerda, as principais propriedades são Château Mouton Rothschild, Ch. Lafite-Rothschild, Ch.Latour, Ch. Lynch-Bages, Ch. Pichon- Longueville, Ch. Pichon-Longuevelle Comtesse de Lalande, todos em Pauillac; Ch. Haut-Brion, Ch. La Mission Haut-Brion, Ch. Pape Clément, Ch. Smith-Haut-Lafitte e Domaine de Chevalier, em Pessac-Léognan; Ch. Margaux, Ch. Palmer, Ch. Rauzan-Ségla, em Margaux; Ch. Cos d'Estournel e Ch. Montrosse, em St-Estèphe; Ch. Ducru-Beaucaillou, Ch. Léoville-Barton, Ch. Léoville Las Cases, Ch. Léoville; Ch. D'Yquem, Ch. Climens, Ch. Suduiraut, em Sauternes.

Na Margem Direita, em Saint-Émillion e St-Émillion Grand Cru, temos o Ch. Ausone (de onde vem talvez o melhor merlot para harmonizar com um cordeiro assado ao forno), o Ch. Angélus, Ch. Séjour Bécot, Ch. Belair, Ch. Cheval Blanc e tantos outros; no famoso Pomerol, encontramos o lendário Ch. Petrus, o Ch. Lafleur, Ch. Le Pin. Em Entre-Deux-Mers, temos o Château Ste-Marie.


João Luiz Caputo Faz um Brinde a Glenda, junto com o Mestre Leo Carvalho.

Em Bordeaux e Bordeaux Supérieur, estão o Ch. Bonnet, Ch. Tour de Mirambeau, Ch. Penin e muitos outros. Aqui os vinhos, em sua maioria, são tintos. Se aparecer a palavra Bordeaux (AOC Bordeaux) no rótulo, não compre. São vinhos simples, os Genéricos de Bordeuax e constituem a metada da produção anual. Trata-se do pior vinho da Região. É preferível beber um mediano argentino.


No final, tivemos a Grata Visita da Mariana, Afilhada do Godofredo.

As castas tintas autorizadas são Cabernet-Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot, Carmenère, Merlot e Malbec. As castas Brancas são: Sémillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle e produzem excelentes brancos secos, muito frescos e aromáticos (que, às vezes, passam por barricas de carvalho) e os fabulosos brancos de sobremesa. Os vinhos tintos, na sua maioria, são cortes de Cabernet-Sauvignos, Cabernet Franc e Merlot, o chamado Corte Bordalês (corte clássico).


Godofredo Duarte e nossa Convidada Mariana, que faz Cursos na ABs.

Os "PREMIERS CRU" (1855) são:  Château Lafite-Rothschild, em Pauillac; Château Margaux, situada em Margaux; Château Latour, em Pauillac; Château Haut-Brion (Pessac-Léognan);Château Mouton-Rothschild, em Pauillac  (a partir de 1973, evidenciando o Poder dos Rothschild na França e no Mundo do Vinho).

"DEUXIÈMES CRUS"
Château Rausan-Ségla, em Margaux; Château Rauzan-Gassies, em Margaux;
Château Léoville-Las Cases, em St.-Julien; Château Léoville-Poyferré, em St.-Julien; Château Léoville-Barton, em St.-Julien; Château Durfort-Vivens, em Margaux; Château Gruaud-Larose, em St.-Julien; Château Lascombes, em Margaux; Château Brane-Cantenac, em Cantenac; Château Pichon-Longueville Baron, em Pauillac; Château Pichon-Longueville- Comtesse-de-Lalande, em Pauillac; Château Ducru-Beaucaillou, em St.-Julien; Château Cos-d'Estournelm en St.-Estèphe; Château Montrose, em St.-Estèphe.


Château Boyd-Cantenac 2009 3eme Cru AOC Margaux, de Château 
Boyd-Cantenac, França, Bordeaux.  Pontuação: RR = 93,0 e média = 92,9.

"TROISIÈMES CRUS"
Château Kirwan, em Cantenac; Château d'Issan, em Cantenac;
Château Lagrange, em St.-Julien; Château Langoa Barton, em St.-Julien;
Château Giscours, em Labarde; Château Malescot-St. -Exupéry, em Margaux;
Château Cantenac-Brown, em Cantenac; Château Boyd-Cantenac e Château Palmer, em Cantenac; Château La Lagune, em Ludon; Château Desmirail, em Margaux; Château Calon-Ségur, em St.-Estèphe; Château Ferrière, em Margaux; Château Marquis d'Alesme-Becker, em Margaux.


Château Calon Ségur 2009 3eme Cru AOC Saint Estèphe, de Château Calon 
Ségur, França, Bordeaux, US$ 399.50 (Mistral), RR = 93,0 e média = 93,1

Vinho de Bela Cor Vermelhorrubi escuro, escorregadio, com reflexos violáceos. No nariz, é franco, amplo e fragrante, com início de uma caminhada para o rumo do etéreo. Aromas de baunilha, violeta, frutos vermelhos, como amora, jaboticaba madura, caramelo, pele de salame, caça, torrefação, um frescor de funcho e especiarisas (pimenta). Foi ovacionado pelo Grupo, que queria mais...

"QUATRIÈMES CRUS"
Château St.-Pièrre, em St.-Julien; Château Talbot, em St.-Julien; Château Branaire-Ducru, em St.-Julien; Château Duhart-Milon, em Pauillac; Château Pouget, em Cantenac; Château La Tour-Carnet, em St.-Laurent; Château Lafon Rochet, em St.-Estèphe; Château Beychevelle, em St.-Julien; Château Prieuré-Lichine, em Cantenac; Château Marquis-de-Terme, em Margaux.


Château Beychevelle 2009 4eme Cru AOC Saint Julien, de Château Beychevelle, França, Bordeaux. Notas: RR = 91,0 e média = 90,9 com RP-93 e WS=92

"CINQUIÈMES CRUS"
Château Pontet-Canet, em Pauillac;Château Batailley, em Pauillac; Château Haut-Batailley, em Pauillac; Château Grand-Puy-Lacoste, em Pauillac; Château Grand-Puy-Ducasse, em Pauillac; Château Lynch-Bages, em Pauillac; Château Lynch-Moussas, em Pauillac; Château Dauzac - Labarde; Château d'Armailhacq, emPauillac (antigo Château Mouton-Baron-Philippe, de 1956 a 1988); Château du Tertre - Arsac; Château Haut-Bages-Libéral, em Pauillac; Château Pédesclaux, em Pauillac; Château Belgrave, em St.-Laurent; Château de Camensac, em St.-Laurent; Château Cos-Labory, em St.-Estèphe; Château Clerc-Milon, em Pauillac; Château Croizet-Bages, em Pauillac; Château Cantemerle, em Macau.


Palacio Del Conde Gran Reserva 2004, de La Viña La Font De La Figueira, 
Espanha, Valência. Tempranillo e Monastrell (Meio a Meio).

Excelente exemplo de vinho de bom custo X prazer, ofertado por Godofredo Duarte. Uma verdadeira Garimpada do Confrade, que comprou várias garrafas e ainda nos vai brindar com mais uma, no próximo Encontro dos Des Amis du Mouton... 

Terminados os trabalhos desta memorável noite, uma parte do Grupo foi jantar no Restaurante Alcaparra, onde o Sommelier Almir  comanda a Adega de uns tempos para cá. RR levou dois três vinhos, dos quais dois foram abertos para acompanhar os Pratos: Bridlewood Pinot Noir e o Rapariga da Quinta. Bons vinhos, que nos deram muita satisfação.

Em Saint Émilion as regras são diferentes do Médoc, apesar de todos serem Bordeaux. Em Saint Émilion, há duas denominações de origem, a AOC Saint Émilion e a AOC Saint Émilion Grand Cru. No interior desta última, há uma classificação estabelecida por decreto de 1954: Os Grands Crus Classés e os Premiers Grands Crus Classés. Como o decreto prevê que essa classificação seja revista a cada 10 anos, ela foi revista em 2006, acarretando promoções de alguns Châteaux e rebaixamento de outros.

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