quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Confraria Des Amis du Mouton em Magnífica Degustação de Amarones de Primeira Linha.

Mestre Roberto Rodrigues faz o Serviço do Primeiro Amarone.

Pois, meu Confrade Amigo, Confreiras e Douto Leitor, em verdade lhes digo que o Amarone é um vinho que, uma vez provado, não abandonará jamais a sua memória olfativa, lá deixando rastros indeléveis dos seus aromas adocicados a caramelo e uva-passa... Violeta e baunilha... Ameixa em calda e muito mais, que o olfato humano seja capaz de captar. Um vinho para se degustar e sonhar, buscando amores perdidos, evanescidos no tempo e amores do porvir... 


E, no final dos trabalhos, com um Espumante e Márcia Parente.

Todos eesse Amarones, que tivemos a oportunidade de degustar nessa noite augusta, apresentavam alcoolicidade bastante elevada, embora a mesma não se revelasse, como costuma acontecer com os amarones equilibrados e quentes. A Prova de Vinhos se deu na quarta-feira, dia nove do corrente.


Uma Visão Panorâmica da Grande Mesa de Degustação da ABS-Rio.


João Luiz Caputo e Leonardo Carvalho Propõem um Brinde.


Seu Bira Sant'anna e Godofredo Duarte: Humor Franco e Amplo.


E a Alquimista Cláudia Dacorso, que desbravou as terras e os vastos 
vinhedos do Chile, à procura da Pedra Filosofal, que tudo transforma 
em excelente vinho. 


Um desfile de garrafas de Primeira Grandeza: Três Amarones.


Amarone Cinque Stelle Ca'del Pipa DOC 2007, 
de Michele Castellani, Itália, Veneto.

" RR = 92,0 e média do Grupo = 91,3, com WS=95. Bom Amarone, mas não vejo grande diferença em relação ao i Castei Campo Casalin".


Amarone DOC 2005, de Tomasso Bussola, Itália, Veneto.

" RR = 94,0 e média do Grupo = 92,5.  Muito bom Amarone, com teor alcoólico de 17%, perfeitamente integrado ao vinho".


Amarone TB 2006, de Tomaso Bussola, Itália, Veneto.

Vinho de bela cor vermelhogranada escuro, escorregadio, opaco e brilhante. Franco, amplo e fragrante, porém já com uma trajetória para o etéreo. Uma profusão de aromas (adocicados) de baunilha, violeta, caramelo, ameixa em calda, uvapassa, geléia de amora, figo seco, café (bala de), pelica, tâmara, tabaco... Notas: "RR = 95,0 e média do Grupo = 94,0, com WS=93. Muito bom, mas não justifica custar quase o dobro do anterior". Degustar de joelhos, com as mãos para o céu!


Laborvum Cabernet Sauvignon 2007, de Bodegas 
El Porvenir, Argentina, Salta.

" (Vinho extra trazido por Claudia), RR = 88,0 e média do Grupo = 88,5.  Bom vinho. Perdeu por vir depois de três amarones". Trouxe da origem!


Cava de Nit Rosé Brut 2009, de Raventós i Blanc, Espanha, Cava.

"RR = 92,0. Bom, mas não chega a se destacar".

Num final sem fiambres e queijos, fomos jantar na vetusta Maj'orica, que o tempo vai consagrando como a melhor churrascaria da Cidade Maravilhosa.

Roberto Rodrigues colaborou, descrevendo os vinhos: Notas sinalizadas com aspas. O Mesa de Baco lhe agradece.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Des Amis du Mouton Degustam Três Grand Cru Classés de Bordeaux e Um Bom Italiano.


Desta vez, quem abriram os trabalhos foram Mariana e Godofredo Duarte.

Dando prosseguimento à Degustação dos excelentes vinhos de Bordeaux, Mestre Roberto Rodrigues nos apresentou nova Prova, como sempre, `as cegas, iniciando os trabalhos da noite com um Rosado. Inicialmente, fiquei um tanto decepcionado com o vinho e expressei os meus sentimentos: "Esse vinho parece um zurrapa!"... Depois, o vinho foi melhorando em contato com o ar e se foi abrindo em aromas.


Le Rosé de Mouton Cadet 2010 AOC Bordeaux Rosé, de 
Baron Philippe de Rothschild, França, Bordeaux, 

RR = 80,0 e média do Grupo = 83,0 com WS=82. Um bom rosé de Bordeaux que foi inicialmente incompreendido pelo grupo. No final chegamos a um resultado adequado ao vinho.


Château Lynch Bages 2009 AOC Pauillac (5eme cru classé), 
de Château Lynch Bages, França, Bordeaux, 

Portentoso vinho de Bela Cor vermelhorrubi escuro, escorregadio, com reflexos violáceos. Franco, amplo e fragrante. Aromas de baunilha, violeta, amora, ameixa, caramelo, além de especiarias, como cravo e canela. Um frescor agradável a funcho; alcatrão, café, , coco queimado, tabaco e algo amanteigado. RR = 93,0 e média do Grupo = 92,8 com WS=96 e RP=98. Melhora bem na evolução na taça.


A Bela Cor dosse Vinhaço nas taças:  Vermelhorrubi escuro, 
com reflexos violáceos.


Château Léoville Poyferré 2009, AOC St Julien (2eme Cru Classé), de 
Château Léoville Poyferré, França, Bordeaux, 

RR = 96,0 e média do Grupo = 93,3 com WS=93 e RP=100. Com descritores aromáticos muito semelhantes ao anterior, alcançou maior pontuação na Nota Média do Grupo. De fato, um páreo duro de se avaliar.


Sette Cascine Nebbiolo 2011, de Langhe, Itália, D.O.C.G. Piemonte.

Vinho Extra, agraciado ao Grupo por Ubiraci Sant'anna, que agradou bastante e foi bem com os fiambres e queijos que alegraram ainda mais final da Prova de Vinhos. Vinho bem encorpado, que enche a boca e nos dá muito prazer oral. Melhoraria com uma adequada guarda, por muito tempo ainda.


Dessa vez, "Seu Bira" deu o Recado: "Nesta noite não tem primo pobre"!

As notas a respeito dos vinhos foram agraciadas ao Mesa de Baco por RR, a quem sou grato.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Des Amis du Mouton Degustam Três Grand Cru Classés de Bordeaux e Um Bom Espanhol.

Mestre Rodrigues Dirige os Trabalhos da Noite, ao lado de Márcia Parente.

Pois confrade amigo, em 28/08 pp., tivemos o Primeiro Encontro da Confraria Des Amis du Mouton do Segundo Semestre deste ano. Começamos bem, uma vez que o Mestre Roberto Rodrigues anunciou que degustaríamos três vinhos de Bordeaux (Três Grand Cru Classés). Como sempre, a Degustação foi às Cegas.

A Região de Bordeaux é considerada por muitos a região que produz os melhores, mais caros e os mais emblemáticos vinhos do mundo, sendo os seus vinhedos dez vezes mais extensos que os da Nova Zelândia. São perto de cento e vinte mil hectares de vinhedos, com uma produção de seis e meio milhões de hectolitros ao ano. Acredita-se que os romanos foram os pioneiros no cultivo da vinha em Bordeaux. Mas o comércio de vinhos se iniciou somente no Século XII, com a área já sob o domínio inglês. 

A história me parece bonita e trata do casamento da Duquesa Eléanor da Aquitânia com Henrique Plantageneta, mais tarde coroado Henrique II da Inglaterra. Tudo isso aconteceu no distante ano de 1152 e esse fato abriu as portas comercias com a Inglaterra. O domínio da Coroa Inglesa durou até 1453, mas o comércio foi mantido. Pois esta vasta área, onde os belos castelos se espalham ao longo dos caminhos, é banhada por caudalosos rios e inúmeros canais. Daí vem a origem do termo bordeaux (au bord de l'eau), que significa à beira d' água. Assim, os rios mais importantes que demarcam a região são o Garronne, o Dordogne, que se juntam para formar o vasto Gironde, indo desembocar bem à frente, no Atlântico.


O Monitor Márcio Monteiro, Godofredo Duarte e a Novel Confreira Glenda, 

Os vinhedos são, portanto, divididos, basicamente, em propriedades ou Châteaux da Margem Esquerda do Gironde e os da Margem Direita. Na Margem Esquerda, as principais propriedades são Château Mouton Rothschild, Ch. Lafite-Rothschild, Ch.Latour, Ch. Lynch-Bages, Ch. Pichon- Longueville, Ch. Pichon-Longuevelle Comtesse de Lalande, todos em Pauillac; Ch. Haut-Brion, Ch. La Mission Haut-Brion, Ch. Pape Clément, Ch. Smith-Haut-Lafitte e Domaine de Chevalier, em Pessac-Léognan; Ch. Margaux, Ch. Palmer, Ch. Rauzan-Ségla, em Margaux; Ch. Cos d'Estournel e Ch. Montrosse, em St-Estèphe; Ch. Ducru-Beaucaillou, Ch. Léoville-Barton, Ch. Léoville Las Cases, Ch. Léoville; Ch. D'Yquem, Ch. Climens, Ch. Suduiraut, em Sauternes.

Na Margem Direita, em Saint-Émillion e St-Émillion Grand Cru, temos o Ch. Ausone (de onde vem talvez o melhor merlot para harmonizar com um cordeiro assado ao forno), o Ch. Angélus, Ch. Séjour Bécot, Ch. Belair, Ch. Cheval Blanc e tantos outros; no famoso Pomerol, encontramos o lendário Ch. Petrus, o Ch. Lafleur, Ch. Le Pin. Em Entre-Deux-Mers, temos o Château Ste-Marie.


João Luiz Caputo Faz um Brinde a Glenda, junto com o Mestre Leo Carvalho.

Em Bordeaux e Bordeaux Supérieur, estão o Ch. Bonnet, Ch. Tour de Mirambeau, Ch. Penin e muitos outros. Aqui os vinhos, em sua maioria, são tintos. Se aparecer a palavra Bordeaux (AOC Bordeaux) no rótulo, não compre. São vinhos simples, os Genéricos de Bordeuax e constituem a metada da produção anual. Trata-se do pior vinho da Região. É preferível beber um mediano argentino.


No final, tivemos a Grata Visita da Mariana, Afilhada do Godofredo.

As castas tintas autorizadas são Cabernet-Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot, Carmenère, Merlot e Malbec. As castas Brancas são: Sémillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle e produzem excelentes brancos secos, muito frescos e aromáticos (que, às vezes, passam por barricas de carvalho) e os fabulosos brancos de sobremesa. Os vinhos tintos, na sua maioria, são cortes de Cabernet-Sauvignos, Cabernet Franc e Merlot, o chamado Corte Bordalês (corte clássico).


Godofredo Duarte e nossa Convidada Mariana, que faz Cursos na ABs.

Os "PREMIERS CRU" (1855) são:  Château Lafite-Rothschild, em Pauillac; Château Margaux, situada em Margaux; Château Latour, em Pauillac; Château Haut-Brion (Pessac-Léognan);Château Mouton-Rothschild, em Pauillac  (a partir de 1973, evidenciando o Poder dos Rothschild na França e no Mundo do Vinho).

"DEUXIÈMES CRUS"
Château Rausan-Ségla, em Margaux; Château Rauzan-Gassies, em Margaux;
Château Léoville-Las Cases, em St.-Julien; Château Léoville-Poyferré, em St.-Julien; Château Léoville-Barton, em St.-Julien; Château Durfort-Vivens, em Margaux; Château Gruaud-Larose, em St.-Julien; Château Lascombes, em Margaux; Château Brane-Cantenac, em Cantenac; Château Pichon-Longueville Baron, em Pauillac; Château Pichon-Longueville- Comtesse-de-Lalande, em Pauillac; Château Ducru-Beaucaillou, em St.-Julien; Château Cos-d'Estournelm en St.-Estèphe; Château Montrose, em St.-Estèphe.


Château Boyd-Cantenac 2009 3eme Cru AOC Margaux, de Château 
Boyd-Cantenac, França, Bordeaux.  Pontuação: RR = 93,0 e média = 92,9.

"TROISIÈMES CRUS"
Château Kirwan, em Cantenac; Château d'Issan, em Cantenac;
Château Lagrange, em St.-Julien; Château Langoa Barton, em St.-Julien;
Château Giscours, em Labarde; Château Malescot-St. -Exupéry, em Margaux;
Château Cantenac-Brown, em Cantenac; Château Boyd-Cantenac e Château Palmer, em Cantenac; Château La Lagune, em Ludon; Château Desmirail, em Margaux; Château Calon-Ségur, em St.-Estèphe; Château Ferrière, em Margaux; Château Marquis d'Alesme-Becker, em Margaux.


Château Calon Ségur 2009 3eme Cru AOC Saint Estèphe, de Château Calon 
Ségur, França, Bordeaux, US$ 399.50 (Mistral), RR = 93,0 e média = 93,1

Vinho de Bela Cor Vermelhorrubi escuro, escorregadio, com reflexos violáceos. No nariz, é franco, amplo e fragrante, com início de uma caminhada para o rumo do etéreo. Aromas de baunilha, violeta, frutos vermelhos, como amora, jaboticaba madura, caramelo, pele de salame, caça, torrefação, um frescor de funcho e especiarisas (pimenta). Foi ovacionado pelo Grupo, que queria mais...

"QUATRIÈMES CRUS"
Château St.-Pièrre, em St.-Julien; Château Talbot, em St.-Julien; Château Branaire-Ducru, em St.-Julien; Château Duhart-Milon, em Pauillac; Château Pouget, em Cantenac; Château La Tour-Carnet, em St.-Laurent; Château Lafon Rochet, em St.-Estèphe; Château Beychevelle, em St.-Julien; Château Prieuré-Lichine, em Cantenac; Château Marquis-de-Terme, em Margaux.


Château Beychevelle 2009 4eme Cru AOC Saint Julien, de Château Beychevelle, França, Bordeaux. Notas: RR = 91,0 e média = 90,9 com RP-93 e WS=92

"CINQUIÈMES CRUS"
Château Pontet-Canet, em Pauillac;Château Batailley, em Pauillac; Château Haut-Batailley, em Pauillac; Château Grand-Puy-Lacoste, em Pauillac; Château Grand-Puy-Ducasse, em Pauillac; Château Lynch-Bages, em Pauillac; Château Lynch-Moussas, em Pauillac; Château Dauzac - Labarde; Château d'Armailhacq, emPauillac (antigo Château Mouton-Baron-Philippe, de 1956 a 1988); Château du Tertre - Arsac; Château Haut-Bages-Libéral, em Pauillac; Château Pédesclaux, em Pauillac; Château Belgrave, em St.-Laurent; Château de Camensac, em St.-Laurent; Château Cos-Labory, em St.-Estèphe; Château Clerc-Milon, em Pauillac; Château Croizet-Bages, em Pauillac; Château Cantemerle, em Macau.


Palacio Del Conde Gran Reserva 2004, de La Viña La Font De La Figueira, 
Espanha, Valência. Tempranillo e Monastrell (Meio a Meio).

Excelente exemplo de vinho de bom custo X prazer, ofertado por Godofredo Duarte. Uma verdadeira Garimpada do Confrade, que comprou várias garrafas e ainda nos vai brindar com mais uma, no próximo Encontro dos Des Amis du Mouton... 

Terminados os trabalhos desta memorável noite, uma parte do Grupo foi jantar no Restaurante Alcaparra, onde o Sommelier Almir  comanda a Adega de uns tempos para cá. RR levou dois três vinhos, dos quais dois foram abertos para acompanhar os Pratos: Bridlewood Pinot Noir e o Rapariga da Quinta. Bons vinhos, que nos deram muita satisfação.

Em Saint Émilion as regras são diferentes do Médoc, apesar de todos serem Bordeaux. Em Saint Émilion, há duas denominações de origem, a AOC Saint Émilion e a AOC Saint Émilion Grand Cru. No interior desta última, há uma classificação estabelecida por decreto de 1954: Os Grands Crus Classés e os Premiers Grands Crus Classés. Como o decreto prevê que essa classificação seja revista a cada 10 anos, ela foi revista em 2006, acarretando promoções de alguns Châteaux e rebaixamento de outros.