Roberto Rodrigues e Márcia Parente em foto inédita. Realmente, o Espumante é a bebida da descontração.
A degustação Des Amis du Mouton, como de costume, transcorreu num clima descontraído e com grandes novidades, quer no inesperado, quer quanto à qualidade dos vinhos apresentados ao Grupo. Tivemos duas ausências, ou seja, as de Leonardo Carvalho e de João Luiz Caputo.
Roberto dá continuidade à Deguatação, servindo, às cegas um dos quatro tintos.
Os Fiambres também foram um capítulo à parte, dado o esmero e cuidados com que Márcia os escolheu. Trouxe até uma novidade elaborada pelo João... Uma deliciosa pasta com trufas.
Cláudia Dacorso também não resistiu ao charme do Franciacorta!
Márcio Monteiro: Nem só de CTI vive o homem!
Seu Bira Sant'anna e Godofredo Duarte cedem à lente do Mesa de Baco.

A título de descontração, o Confrade BobChef me enviou essa "pérola"!
Antes de passar aos Fiambres, Márcia faz um brinde aos excelentes vinhos da Noite.
Rosé-Malbec 2010, 13,5 % Vol., de Penedo Borges, Argentina, Mendoza.
Vinho de bela cor cereja médio, escorregadio, com reflexos alaranjados, muito transparente e brilhante. Franco, amplo e fragrante. Eflúvios de flores brancas, como rosas, frutos vermelhos (cereja), groselha (?), ameixa e algo mentolado... Obteve a Nota 79,30, como Média do Grupo; MB = 80. Não sou apreciador de rosés, embora considere este um vinho bem elaborado e agradável para se beber descontraidamente, no calor do verão. Gosto muito dos tintos do Penedo Borges.
Sallier de La Tour IGT Sicilia, de Tasca D'Almerita/Sallier de La Tour, Itália, Sicilia.
No Nariz, revela eflúvios de café, baunilha, especiarias (cominho, pimenta), chocolate, figo seco fermentado. tabaco, louro, uva-passa, aniz (menta?)... Obteve a Nota 91,30, na Média do Grupo. "Sallier de La Tour é uma vinícola do Se´culo XIX localizada perto de Palermo, que está sendo administrada pela Tasca d'Almerita. É um corte de uvas francesas" (RR).
Marquesa de Cadaval 2005, 13 % Vol., de Casa Cadaval, Portugal, Ribatejo.
Aromas de baunilha, violeta, frutas vermelhas, um adocidado a caramelo, especiarias (pimenta e noz moscada), ameixa seca e, no ataque, menta... Elaborado com as castas Tourina Nacional, Trincadeira e Alicante Bouchet. Lembra um pouco o Padre Pedro, do mesmo produtor, embora elaborado com 40 % de Trincadeira e outras Castas. Recebeu a Nota 90,8, como Md. do Grupo.
Bad Impersonator Shiraz Single Vineyard 2005, 15,2 % Vol., de Two Hands, Austrália, Barossa Valley.
Vinho franco, amplo, fragrante, porém já com vários aromas etéreos. Uma sinfonia de eflúvios de violeta, adocicado, como caramelo, baunilha; um mineral agradável (querosene), amora, ameixa (fruta), carne de caça cozida, especiarias, cogumelos, alcatrão, tabaco e algo mentolado... Nota MB = 95. Vinho texturizado, de personalidade única, diferente dos outros, dos mesmos terrenos de Barossa Valley. Traz no rótulo uma foto do irreverente Groucho Marx, com o seu indefectível charuto no canto da boca. A foto parece dizer que esse vinho zomba de todos os outros dessa maravilhosa Casta. Realmente, foi o melhor Shiraz que degustei até hoje e acho difícil encontrar outro que o supere. Logo de início, percebi que se tratava do melhor vinho da Noite.
Cavalo Maluco MMP 2007, 13,5 % Vol., de Herdade do Portocarmo, Portugal, Vinho Regional Terras do Sado (agora é uma DOC).
A Confreira Márcia Parente, que o trouxe como Vinho Extra, nos surpreendeu com este vinho franco, amplo e já trilhando um bom caminho para o etéreio, com eflúvios de violeta, baunilha, frutos vermelhos (cassis) maduros, ameixa, caramelo, chocolate, café, tabaco; especiarias (cravo, canela, pimenta), cocada e um toque envelhecido (musgo)... Elaborado a partir das Castas Touriga Franca, Touriga Nacional (45 % para cada uma) e Petit Verdot (10 %). A cada ano, o nome do vinho é dedicado a uma personalidade. A meu ver, foi o segundo melhor vinho tranquilo desta degustação. Márcia já havia dado referências entusiamadas sobre esse vinho.
A garrafa do Franciacorta vem envolta em um papel colorido, do tipo celofane, como ocorre com o Champagne Cristal, cuja finalidade é a de diminuir a incidência dos raios luminosos, já que a garrafa é de um vidro muito transparente. Nos primórdios da sua história, a garrafa do Champagne Cristal era de cristal e, por isso, se usava tal recurso, que até hoje persiste, embora a garrafa hoje seja de vidro.
Franciacorta Cuvée Prestige N/V. DOCG, de CA' del Bosco, Itália, Lombardia.
Castas Chardonnay 75%, Pinot Bianco 10% e Pinot Nero, 15%. Firmando a sua posição de Segunda Melhor Região de Espumantes do Mundo, depois da Champagne, esse Franciacorta, realmente, é capaz de suplantar muitos Champagnes. Nota MB e RR = 95. É uma pena ser muito caro para nós!
A bela cor do Franciacorta, com vasto perlage. O Vinho obteve pontuação máxima no tamanho e no número de bolinhas, bem como na persistência do perlage.
Cesta de torradinhas e pão. Os Fiambres foram ofertados por Márcia Parente.